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Sabão Liquido de Hidróxido de Potássio Para as Pragas da Horta e Lavandaria

A pedido dos nossos leitores açoreanos, vamos ensinar a fazer sabão de hidróxido de potássio e coco para as pragas da horta e do pomar...e não só!

Antes de mais, agradecemos aos nossos leitores por nos acompanharem e confiarem no nosso trabalho e aproveitamos para enviar um grande abraço para quem nos segue nas maravilhosas ilhas do Açores!

No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos detalhadamente como fazer este sabão.




Para este post, formulámos um sabão que, para além de levar poucos ingredientes, é muito eficaz a combater as pragas da horta e do pomar, assim como a lavar as roupas na lavandaria caseira.

Vamos começar por saber quais os ingredientes e compreender o porquê de cada um.


Ingredientes


  • 141g de Óleo de coco extra virgem prensado a frio
  • 94g de Azeite puro extra virgem
  • 60,11g de Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza *
  • 180,32g de Água destilada


* O hidróxido de potássio é altamente higroscópico, o que significa que tem uma forte capacidade de absorver a humidade do ar. Por esta razão, assim que for pesado, deve ser imediatamente fechado no seu recipiente e o mesmo deve ser bem armazenado para evitar a sua deterioração. Depois de fechar o frasco, nós colocamo-lo dentro de um saco bem fechado e guardamo-lo num armário para evitar o contacto com a humidade. Vejam as imagens no video para uma melhor compreensão.


Se não tiverem uma balança de precisão, devem fazer os arredondamentos por defeito, nunca por excesso.


Importante: Este é um sabão sem sobre-engorduramento, pelo que não serve para uso cutâneo!



Porquê Estes Ingredientes


Antes de mais é importante lembrar que todos os ingredientes têm de ser de alta qualidade! Por vezes, quando o sabão não é feito para uso cutâneo mas sim sim para as pragas e lavagem de roupa, há a tentação de utilizar óleos de baixa qualidade. Neste caso, desaconselhamos totalmente, uma vez que o objectivo deste sabão é também nutrir e cuidar das plantas. 

Por outro lado, também queremos frisar que esta fórmula foi calculada com base em óleos puros. Cada óleo tem o seu índice de saponificação, o que significa que, se forem usados óleos duvidosos (ou seja, óleos que não sejam realmente extra virgem), o resultado poderá ser um fiasco.

Se nunca fizeram sabão antes e não estão familiarizados com o processo nem com os termos técnicos que utilizamos neste post, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Vamos então ver cada um dos ingredientes:


  • Óleo de coco extra virgem prensado a frio: o sabão de coco é extremamente eficaz no controlo de pragas da horta (saibam mais no nosso post Calda de Sabão e Óleo Vegetal). Para além disso, o coco é altamente nutritivo e utilizado como adubo orgânico no crescimento e desenvolvimento saudável das plantas.
  • Azeite puro extra virgem: o azeite pode ser simples ou macerado de plantas repelentes de pragas, tais como a hortelã-pimenta, o alecrim, o tomilho etc. Saibam mais sobre macerações no nosso post Como Fazer Uma Maceração e mais sobre as plantas e suas utilizações no nosso livro Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais. A utilização do azeite nesta fórmula tem duas funções. Uma delas é trazer mais propriedades benéficas ao sabão e a outra é obter uma consistência final mais fácil de trabalhar, uma vez que um sabão 100% coco fica muito mais espesso e difícil de quebrar para depois diluir.
  • Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza: o potássio é um dos nutrientes essenciais para a plantas e o sabão de potássio, para além de ajudar a controlar as pragas, vai contribuir para a protecção, nutrição e crescimento das plantas. Tem de ter 90% de pureza para garantir eficácia na reacção de saponificação. 

  • Água destilada ou água da chuva: é usada por ser livre de impurezas, minerais e contaminantes. A água destilada tem de ser usada para garantir que as reacções químicas ocorram conforme o esperado e para garantir a pureza, precisão e consistência do produto final.




Os Materiais


Para fazer este sabão é necessário reunir alguns materiais. Os que marcámos a azul, terão de ficar para uso exclusivo do fabrico de sabão pois, para a segurança alimentar, não se podem usar os mesmos materiais para cozinhar alimentos e para fazer sabão (devido às reacções químicas entre as gorduras e o hidróxido de potássio, também conhecido por potassa cáustica). 


Nenhum dos materiais poder ser de alumínio devido à reacção com o hidróxido de potássio!


Esta lista de materiais está por ordem de utilização durante o fabrico do sabão. 

  • 1 Balança digital de cozinha (tem mesmo de ser digital para uma maior precisão na pesagem dos ingredientes)
  • Panela de aço inox
  • 2 Tigelas para pesar os óleos (aconselhamos a pesar separadamente para o caso de haver erros e ter de retificar as quantidades)
  • 2 Colheres de sopa para ajudar a retirar o óleo de coco do frasco se estiver sólido
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para a água
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para o hidróxido de potássio
  • 1 Base de panela
  • 1 Colher de inox para dissolver o hidróxido na água
  • 1 Espátula de cozinha para raspar as tigelas com os óleos
  • 1 Espátula para mexer a solução da potassa com os óleos
  • 1 Varinha mágica (sim, tem mesmo de ser exclusiva para o fabrico de sabão!)
  • 1 Termómetro digital de cozinha
  • Colher pequena (para ajudar nos testes de pH)
  • 1 Pyrex
  • Fitas de pH
  • 1 Colher grande (para ajudar a transferir o sabão para um recipiente)
  • 1 Recipiente com tampa para guardar o sabão em massa no final
  • 1 Recipiente medidor de água
  • 1 Fervedor de água, que será muito útil na diluição
  • 1 Funil
  • 1 Recipiente para guardar o sabão em estado liquido no final

Estes são os materiais que usamos. Alguns destes materiais são obrigatórios, outros poderão ser adaptados conforme o que tenham em casa. Vejam o nosso vídeo para uma melhor compreensão.


O Equipamento de Segurança


Como sempre, o equipamento de segurança é mais do que obrigatório e aqui ficam todos os elementos necessários:


  • Óculos de protecção
  • Luvas de borracha
  • Máscara facial. As máscaras cirúrgicas (também conhecidas como "máscaras do Covid") não são eficazes para lidar com reacções químicas, pelo que devem ser usadas máscaras mais fechadas.
  • Bata com mangas compridas e sapatos fechados. Toda a pele deve ficar bem protegida.
Vejam todas as advertências sobre a segurança no fabrico de sabão no nosso post Como Fazer Sabão.



Como Fazer Sabão Líquido de Hidróxido de Potássio


Em primeiro lugar há que saber que o resultado nunca é um sabão líquido, mas sim uma massa espessa que só depois de diluída fica em gel ou mesmo líquida conforme o rácio de diluição.

Este sabão é feito pelo Processo a Quente, ou seja, o sabão vai ser cozinhado e não precisará de cura depois de estar feito. Mais uma vez, se não compreendem estes termos, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Antes de começarmos o passo-a-passo, recomendamos vivamente a ter um caderno de registos cada vez que fazem o vosso próprio sabão, para que possam apontar (e mais tarde relembrar) todos os detalhes importantes de cada lote de produção. Aqui fica o caderno que usamos e recomendamos a todas as pessoas que fazem sabão em casa, seja para uso pessoal, para oferecer ou para vender:






Vamos então partilhar convosco como fazemos este sabão em casa. Vejam de seguida todos os detalhes:

  1. Começar por pesar a panela de inox vazia (a nossa pesa 374g). Saber o peso da panela vai ser crucial no final de todo o processo;
  2. Pesar os óleos separadamente, cada um na sua tigela;
  3. Pesar a água;
  4. Colocar todo o material de segurança antes de começar a lidar com o hidróxido de potássio;
  5. Pesar o hidróxido de potássio;
  6. Adicionar os óleos à panela (usar a espátula de cozinha para retirar todo o óleo das tigelas, de forma a não haver desperdícios nem grandes diferenças na quantidade dos mesmos);
  7.  Ligar o fogão em lume baixo; (Não é preciso aquecer muito. É mesmo só até o óleo de coco derreter por completo).
  8. Enquanto as gorduras aquecem, deitar o hidróxido sobre a água (nunca o contrário!) e mexer com uma colher de inox;
  9. Após estar dissolvido, adicionar a solução da água às gorduras na panela;
A partir daqui é crucial controlar constantemente a temperatura ao mesmo tempo que se mexe a solução!

    10. Medir a temperatura e mexer a solução com a espátula exclusiva para o fabrico de sabão. A temperatura da solução não deve passar dos 70ºC. Para quem tem um Crockpot (panela que mantém a temperatura) isso não será um problema, mas para quem não tem, como é o nosso caso, é necessário ir pondo e tirando a panela do lume para garantir que não passa dos 70ºC;
     11. Após agitar um pouco a solução com a espátula, usa-se a varinha mágica. Vai-se batendo a solução durante alguns minutos, sempre monitorizando a temperatura, numa combinação de agitação e um pouco de calor do fogão;
     12. Quando a massa ficar demasiado espessa para a varinha mágica, volta-se a usar a espátula. Para nós, a massa levou 8 minutos a chegar a este ponto;
       13. Quando a massa já está bem espessa e começa a deitar um pouco de vapor, desliga-se o fogão e pode-se continuar a cozinhar a massa apenas com o calor da panela;
       14. Assim que a massa chegar ao ponto de ficar parecida com puré de batata, mas bem mais espessa, é provável que esteja pronta. Para isso fazemos o teste de pH;
      15. Para fazer o teste de pH colocar água num pyrex, adicionar apenas um pouco de massa do sabão (para um resultado mais fidedigno, retirar da parte de dentro da massa e não da parte de fora) e mexer bem. Adicionar um pouco de água a ferver, pois ajuda a dissolver melhor o sabão;
        16. Colocar uma tira de pH na água e verificar o resultado. O ideal de pH do sabão é entre os 8 e os 10. A nossa massa tem um pH 8, o que significa que a massa está cozinhada e o sabão está pronto;
         17. Deixar esfriar por completo antes de passar à fase seguinte.



Armazenamento e Diluição


Para armazenar e diluir precisamos de um pouco de matemática, mas nada de muito complicado.

Obtivemos um total de 429g de massa. Como é que sabemos isto? Sabemos porque tirámos a tara da panela ao início (374g) e voltámos a pesar a panela após a massa esfriar (803g).  803-374 = 429g de massa.

Para este post e vídeo, decidimos dividir a massa a meio para podermos mostrar como armazenar e como diluir, tanto para a usar contra as pragas da horta como para a lavandaria caseira. Vamos por partes:

  1. Depois de fria, com a ajuda de uma colher e uma espátula, retirámos sensivelmente metade da massa da panela.
  2. Após esta retirada, a panela ficou a pesar 632g. Então, 632 - 374 = 258g. Esta foi a quantidade que ficou na panela para ser diluída.
  3. 429 - 258 = 171g. Esta foi a quantidade que armazenámos para diluição posterior.


Armazenamento

As 171g para diluição posterior, foram armazenadas num recipiente de plástico com tampa. Pode ser guardado num local fresco à temperatura ambiente.


Diluição Para Lavandaria

As 258g que ficaram na panela foram diluídas para fazer detergente para roupa. 

Agora, como diluir?

O rácio ideal para este efeito é de 1:1,5

Portanto, 1 parte da sabão para 1,5 partes de água (258g x 1,5 = 387g de água).

  1. Pesar 387g de água;
  2. Usar um fervedor para ferver rapidamente a água. A água quente vai ajudar a quebrar e dissolver a massa espessa. Ao ferver, perde-se sempre um pouco de água na evaporação mas, para este efeito, não faz grande diferença;
  3. Adicionar a água a ferver à panela, usar a espátula para quebrar um pouco a massa distribuindo-a melhor pela água e deixar descansar por alguns minutos;
  4. Utilizar a varinha mágica até que fique um líquido homogéneo;
  5. Nesta fase podem ser adicionados óleos essenciais. Nós preferimos usar o detergente neutro;
  6. Deixar esfriar por completo;
  7. Depois de frio, com a ajuda de um funil, verter para um recipiente adequado ao uso na lavandaria.
A utilização deste detergente é igual à dos detergentes convencionais, ou seja, devem ser usadas as doses recomendadas de acordo com a dureza da água.


Diluição Para as Pragas da Horta


As 171g que guardámos para mais tarde, foram diluídas para pulverizar as pragas da horta e do pomar. 

O rácio de diluição para pulverização varia conforme o tipo de sabão, as pragas a combater e o quão atacadas as plantas estão. De forma a obter um líquido pulverizador suave, para plantas pouco atacadas, vamos usar um máximo de 10L de água para diluição. Os 10L facilitam-nos esta tarefa uma vez que temos uma panela de 10L ou podem ser usados 2 garrafões de água de 5L em alternativa. 

Muitos pulverizadores para hortas caseiras também são de 5L, por isso, aconselhamos a fazer as diluições de acordo com estas proporções, mudando apenas a quantidade de sabão de acordo com a severidade do ataque das pragas na horta.

Sendo que este sabão é difícil de quebrar aconselhamos a iniciar a diluição da mesma forma que fizémos para o detergente de lavandaria, ou seja, colocar água a ferver na panela, num rácio de 1:1,5, quebrar e dissolver o sabão e depois então colocar o sabão na panela ou dividir por dois garrafões, enchendo com água até a cima. Assim, obtemos uma calda de sabão!


Como Aplicar na Horta e no Pomar


Transferir a calda para um pulverizador.

A calda só deve ser utilizada se forem observadas pragas. Não deve ser utilizada meramente como método preventivo.

Deve ser aplicada directamente sobre os insectos de corpo mole, tais como pulgões, piolhos, cochonilhas, lagartas, moscas brancas e traças. Não é demais lembrar para terem o cuidado de não pulverizar directamente sobre os insectos benéficos, tais como as joaninhas e a abelhas.

A aplicação pode ser feita entre uma a duas vezes por semana, de manhã cedo ou ao fim do dia. Aplicar nos caules e folhas, não esquecendo a parte de trás das folhas onde há maior concentração de pragas.

Deve-se evitar a aplicação em dias de vento e nas horas de maior calor.



Este post já vai longo e com ele esperamos ter ajudado os nossos leitores! Para uma maior compreensão de todo este processo, vejam agora o nosso vídeo, onde mostramos cada passo detalhadamente.

Um grande abraço e um xi coração para os nossos leitores que nos acompanham nos Açores e em todo o mundo!





















Fertilizante Natural Para as Plantas | 3 Ingredientes | 7 Formas de Utilização

Hoje vamos partilhar uma receita caseira e natural para fertilizar as plantas. Com apenas 3 ingredientes que podem ser usados individualmente ou em conjunto, esta é uma receita muito completa para proporcionar óptimas condições de crescimento num solo equilibrado e rico em nutrientes. 

Estas dicas e receitas estão também no nosso livro: Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais - Cultivar, Cuidar, Colher, Conservar e Consumir - 30 Plantas e as Suas Propriedades. No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos, detalhadamente, todas as formas de utilização.



Este fertilizante caseiro é muito simples e económico, sendo composto por ingredientes tão singelos como as cascas de ovo, as cascas de banana e as borras de café. Estes ingredientes que já tem na sua cozinha farão maravilhas pelas suas plantas! Vamos ver porque devemos usá-los.


Porquê Estes Ingredientes?

As plantas necessitam principalmente de azoto (N), fósforo (P) e potássio (K) para um desenvolvimento equilibrado e saudável. O ovo, a banana e o café fornecem cada um destes nutrientes.

  • Cascas de ovo: são ricas em cálcio (Ca), magnésio (Mg) e potássio (K) que enriquecem o solo e contribuem para um óptimo desenvolvimento das plantas. As casca de ovo são também usadas para corrigir os solos mais ácidos;
  • Cascas de banana: são uma excelente fonte de potássio (K) e fósforo (P), fornecendo também cálcio (Ca) e magnésio (Mg) às plantas;
  • Borras de café: possuem todos os 3 ingredientes principais, azoto (N), fósforo (P) e potássio (K). Pela sua acidez, podem também ser utilizadas para corrigir os solos mais alcalinos.



Formas de Utilização

Existem muitas formas simples de utilizar estes ingredientes, o que faz deles excelentes aliados nos cuidados com as plantas, especialmente quando se dispõe de pouco tempo. Vamos ver as várias formas de utilizar estes ingredientes, individualmente ou em conjunto.


Usar os Ingredientes Individualmente


#1 Utilizar as Cascas de Ovo Inteiras

O ideal é quebrar as cascas em pequenos pedaços e misturá-las com a terra. Podem ser quebradas com as mãos ou, ainda melhor, com um pilão. Quando deixadas à superfície, são também uma excelente armadilha para lesmas e caracóis.


#2 Utilizar as Cascas de Ovo em Pó

Quando trituradas e reduzidas a pó, são mais facilmente absorvidas pelo solo. Triturar com um moedor de grãos de café e peneirar. Para esta tarefa aconselhamos o uso de máscara para não inalar o pó.


#3 Cascas de Banana Cortadas em Pedaços

Em vez de descartar as cascas de banana ou de colocá-las na compostagem, estas podem ser cortadas em pequenos pedaços e misturadas com a terra junto à base das plantas.


#4 Decocção de Cascas de Banana

A decocção de cascas de banana é usada para pulverizar ou regar as plantas.

  1. Separar cascas de 2 bananas grandes para 1L de água;
  2. Deixar ferver por 5 minutos;
  3. Deixar arrefecer e coar.

Por ser um líquido concentrado deve ser diluído em água.

  • Para pulverizar: 1 copo de líquido de banana para 4 copos de água.
  • Para regar: 1 copo de líquido de banana para 2 copos de água.

Aplicar este fertilizante a cada duas semanas.


#5 Borras de Café na Base das Plantas

Aplicar um pouco de borras de café à volta do pé da planta e remexer a terra para um melhor resultado.


Usar os Ingredientes em Conjunto


#6 Cascas de Ovo + Borras de Café

A mistura das cascas de ovo com borras de café contribui para um solo equilibrado.


#7 Cascas de Ovo + Cascas de Banana + Borras de Café

A mistura dos 3: cascas de ovo, cascas de banana e borras de café constitui um fertilizante natural muito completo e eficaz para o crescimento das plantas.

  1. Seleccionar 3 partes iguais de cada ingrediente (uma chávena de cada, por exemplo). 
  2. Colocar no processador de alimentos e triturar. 
  3. Adicionar água q.b. para obter uma massa homogénea. 
  4. Aplicar à volta do pé das plantas uma vez a cada duas semanas.


Estes fertilizantes naturais podem ser usados tanto nas plantas pequenas como nas árvores. Por serem tão simples e não deitarem cheiros desagradáveis, podem ser feitos mesmo por quem vive em apartamentos e tem as plantas na cozinha.

Esperamos que tenham gostados de todas a dicas e vejam agora o nosso vídeo explicativo. Se ainda não subscreveram o nosso canal do Youtube, aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder pitada!

Um xi coração!







Como Multiplicar Roseiras por Estaquia | Propagação Após a Poda

As roseiras podem ser cultivadas em vasos ou directamente na terra e até mesmo quem vive em apartamentos pode ter a sua. Seja para uso medicinal ou apenas para decorar, vale muito a pena ter uma roseira!

Embora as roseiras também tenham as suas sementes, elas propagam-se mais facilmente por estaquia e é mesmo isso que vamos ver neste post. Vejam também o nosso vídeo explicativo onde mostramos como propagar roseiras passo a passo.



Fizémos esta propagação após a poda da nossa roseira que já estava muito grande.  Saibam mais no nosso post Quando, Porque e Como Podar Roseiras. Foi após esta poda que usámos as estacas para podermos ter mais roseiras sem ter a necessidade de as comprar. O método é bastante simples e vamos partilhá-lo de seguida.

Eis a forma como propagamos as nossas roseiras:



Separar os Ramos Por Tamanho


Após a poda, começamos por organizar e juntar os ramos com tamanhos semelhantes. Para nós é mais fácil separar em 3 tamanhos: ramos pequenos, médios e grandes. Os ramos demasiado grandes podem também ser cortados, obtendo assim mais estacas para plantar.

Esta tarefa vai permitir organizar melhor o espaço onde cada um vai ficar.


Definir o Espaço de Cultivo Para Cada Estaca


Os ramos pequenos e médios podem ser colocados em vasos com tamanho adequado.

Os ramos grandes e vigorosos podem ser cultivados directamente na terra.

 


O Plantio em Vaso


  1. Colocar um pouco de argila expandida no fundo do vaso;
  2. Adicionar terra de boa qualidade. Pode ser terra de jardim;
  3. Antes de enterrar o ramo, retiram-se os espinhos da parte de baixo e, com uma faca ou navalha, raspa-se a camada superficial que protege o ramo. Esta tarefa vai facilitar o aparecimento de novas raízes;
  4. Enterra-se a parte de baixo do ramo, aconchegando e acalcando com terra para que a planta tenha uma base estável;
  5. Dá-se uma boa rega;
  6. Os vasos devem ser colocados num local abrigado das geadas e as plantas devem ser regadas todos os dias, se possível duas vezes por dia.

 


O Plantio na Terra


O plantio dos ramos grandes é semelhante.

  1. Antes de enterrar o ramo, retiram-se os espinhos da parte de baixo e, com uma faca ou navalha, raspa-se a camada superficial da parte de baixo para promover o desenvolvimento de novas raízes;
  2. Abre-se uma cova na terra, de preferência num local onde não haja geadas. Se a terra não for rica em nutrientes, deve-se colocar um pouco de composto na cova;
  3. Enterra-se a parte de baixo do ramo, aconchegando e acalcando com terra para que a planta tenha uma base estável;
  4. Dá-se uma boa rega. As plantas devem ser regadas todos os dias, se possível duas vezes por dia.
  5. Quando o cultivo é feito directamente no solo, o distanciamento entre plantas deve ser de pelo menos 1,20m.

 


O Que Fazer Com os Ramos Que sobram?


Se sobrarem ramos, estes podem ser colocados na compostagem.

Se os ramos que sobrarem tiverem condições para cultivar e brotar, podem ser dados a vizinhos, amigos ou familiares que queiram ter uma roseira.

 


Como Saber Se o Cultivo Resultou?


Após uma ou duas semanas, os rebentos já poderão estar em crescimento, indicando assim que a propagação foi um sucesso.

Se as estacas não derem novos rebentos até à Primavera, é provável que não tenham enraizado. É preciso ter em mente que nem todas as estacas vão vingar, mas isso não é motivo para desmotivar. As roseiras crescem muito e a multiplicação pode continuar após a poda no ano seguinte.

Bons cultivos!

 

VIDEO – Como Multiplicar Roseiras por Estaquia | Propagação Após a Poda









Quando, Porque e Como Podar Roseiras

As roseiras são plantas belíssimas que podem ser encontradas nos jardins, públicos e privados, um pouco por todo o mundo. As propriedades medicinais das rosas são conhecidas desde a antiguidade e estas flores são das mais versáteis nos cuidados pessoais. Se têm interesse em saber mais sobre as propriedades e formas de utilização das rosas, vejam o nosso post Água de Rosas: Benefícios e Como Fazer

Neste post vamos dedicar-nos aos cuidados com as roseiras. Vamos ver quando, como e porque fazer a poda destas plantas. No final do post, vejam também o nosso vídeo explicativo onde mostramos como podar roseiras passo a passo.

 



Quando Fazer a Poda das Roseiras?


Para saber quando podar as roseiras, há que ter em conta os seguintes factores:

 



O Tipo de Roseira


Existem vários tipos de roseiras, cada uma com necessidades diferentes. A melhor época para fazer a poda depende do tipo de roseira e do meio ambiente em que se insere. Assim, é necessário conhecer as variedades cultivadas para que os tratos culturais sejam os mais adequados.


Alguns exemplos são as roseiras remontantes que florescem várias vezes por ano e que devem ser podadas no final do inverno e as roseiras não remontantes que só florescem uma vez por ano e devem ser podadas logo após a floração.

 

 

A Melhor Época de Poda Para o Tipo de Roseira

 

  • Também há que ter em conta que, se a poda for precoce, as roseiras florescerão mais cedo e os rebentos poderão ser queimados pelas geadas. Se a poda for tardia, a planta pode sofrer danos pela perda da seiva após os cortes.

  • A roseira que podámos para este post e vídeo é uma roseira remontante e, para estas roseiras, a melhor altura para podar é no seu curto período de dormência, próximo do final do inverno, quando as temperaturas começam a aumentar e há menos probabilidade de geadas.

  • Também deve ser tido em conta que, durante o quarto minguante, há baixo fluxo de seiva, por isso há menos probabilidade de a planta perder seiva após o corte.

  • Deve-se evitar fazer a poda em dias chuvosos, assim como nas primeiras horas da manhã antes de ter dissipado o orvalho, a fim de evitar acumulação de água nos cortes efectuados, o que poderia causar o aparecimento de fungos.


O Que Usar Para O Corte?

 

Ao podar roseiras, dependendo da grossura e altura dos ramos, serão necessárias as seguintes ferramentas:


  • Tesoura de poda
  • Tesourão de poda / corta-ramos



Outros Materiais Importantes

 

  • Luvas de jardinagem
  • Camisa de mangas compridas
  • Álcool etílico e um pano para desinfecção do material


O material de poda deve ser sempre bem afiado e desinfectado antes da utilização em cada planta, a fim de evitar que uma planta doente passe doenças e pragas para outras plantas saudáveis.

 

 

O Que Cortar?


Antes de iniciar os cortes deve-se examinar a planta a fim de identificar:

  • Ramos que crescem para o centro da roseira
  • Ramos que se cruzam
  • Ramos secos, danificados ou doentes
  • Ramos que estão demasiado compridos ou altos
  • Ramos que crescem para locais de passagem

 


Porque Cortar?


As roseiras devem ser podadas por várias razões:

  • Dar uma forma harmoniosa e cuidada à planta;
  • Impedir o desenvolvimento excessivo;
  • Favorecer o arejamento e luminosidade;
  • Promover o crescimento de ramos novos e mais produtivos;
  • Fazer uma limpeza geral da planta, retirando ramos desnecessários.


Vamos ver porque podar cada um dos ramos que mencionámos anteriormente:

 



Ramos que crescem para o centro da roseira têm de ser cortados para que a planta não se torne tão densa. Excesso de ramos faz com que todos os ramos no geral fiquem mais enfraquecidos. Ao escolher os melhores e cortar os mais fracos, os ramos ficarão mais fortes e produtivos. Por outro lado, também se cria mais espaço para melhor circulação de ar, para que a luz solar alcance todos os ramos e para ter mais fácil acesso ao interior da planta quando for necessário podar ou pulverizar contra eventuais pragas e doenças. Cortar os ramos que crescem para o interior também permite definir e balancear a forma da planta.


Ramos que se cruzam competem entre si e prejudicam tanto o crescimento como a produtividade um do outro. Deve-se cortar os que estiverem a crescer em direcção ao centro da roseira e favorecer os que estiverem a crescer para fora, pois contribuirão para a formação da planta e terão melhor exposição solar.


Ramos secos, danificados ou doentes também são inúteis. Ramos danificados podem ser uma porta de entrada para pragas e doenças, por isso devem ser cortados imediatamente.


Ramos demasiado compridos ou altos tornam-se mais fracos e correm o risco de quebrar, para além de não ser prático ter uma roseira demasiado alta. Cortar estes ramos torna-os mais fortes ao mesmo tempo que permite definir os contornos da planta.


Ramos que crescem para locais de passagem ocupam espaço desnecessariamente e podem até ferir quem passe, por isso devem ser cortados de forma a que não voltem a crescer na mesma direcção.



Como Cortar?


O corte do ramo poderá ser feito por inteiro ou não, dependendo da forma que se pretende dar à planta.


Se o objectivo for eliminar um ramo inteiro, o corte deve ser feito onde o ramo começa, ou seja, na inserção com outro ramo ou com o tronco da roseira. Esta é uma área inchada (também conhecida por pescoço do ramo) e é uma área favorável à cicatrização. Se for cortado correctamente e o pescoço do ramo ficar intacto a ferida irá selar mais facilmente, o que também é crucial para proteger a planta contra pragas e doenças.


Se o objectivo for encurtar um ramo, o corte deve ser efectuado acima do gomo para que este possa brotar e crescer saudável e vigoroso.


O corte ideal deve ser preciso e realizado de uma só vez, sempre que possível com uma inclinação de aproximadamente 45º, o que evita a acumulação de água que pode causar o apodrecimento do ramo e o aparecimento de fungos.




Embora as roseiras sejam resistentes a pragas, após a poda pode-se também aplicar uma pasta selante nos cortes para que cicatrizem mais rapidamente e não fiquem expostos aos elementos que podem originar doenças. A pasta deve ser aplicada por cima e à volta para cobrir toda a área do corte.



Vejam agora o nosso vídeo onde mostramos como fizemos a poda da nossa roseira.

 

VIDEO: Quando, Porque e Como Podar Roseiras

 













 

Alfazema - Do Cultivo à Colheita

 A Alfazema é uma das plantas mais versáteis e apreciadas, tanto pelos humanos como pelos insectos. Melífera, perfumada e de múltiplas propriedades medicinais, é usada na decoração de casas e jardins e na aromaterapia como relaxante e calmante, sendo também adequada para cuidar de todos os tipos de pele. Existem mais de 30 espécies e, neste post, vamos falar sobre o cutivo da espécie Lavandula angustifolia.




 A Lavandula angustifolia é a espécie mais usada na perfumaria e fabrico de óleos essenciais e não existe de forma espontânea em Portugal. Pode ser vista em muitos jardins do nosso país, mas tem de ser cultivada. Vamos então ver como cultivar esta belíssima planta.


Alfazema de Blog da Horta Biológica