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Sabão Liquido de Hidróxido de Potássio Para as Pragas da Horta e Lavandaria

A pedido dos nossos leitores açoreanos, vamos ensinar a fazer sabão de hidróxido de potássio e coco para as pragas da horta e do pomar...e não só!

Antes de mais, agradecemos aos nossos leitores por nos acompanharem e confiarem no nosso trabalho e aproveitamos para enviar um grande abraço para quem nos segue nas maravilhosas ilhas do Açores!

No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos detalhadamente como fazer este sabão.




Para este post, formulámos um sabão que, para além de levar poucos ingredientes, é muito eficaz a combater as pragas da horta e do pomar, assim como a lavar as roupas na lavandaria caseira.

Vamos começar por saber quais os ingredientes e compreender o porquê de cada um.


Ingredientes


  • 141g de Óleo de coco extra virgem prensado a frio
  • 94g de Azeite puro extra virgem
  • 60,11g de Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza *
  • 180,32g de Água destilada


* O hidróxido de potássio é altamente higroscópico, o que significa que tem uma forte capacidade de absorver a humidade do ar. Por esta razão, assim que for pesado, deve ser imediatamente fechado no seu recipiente e o mesmo deve ser bem armazenado para evitar a sua deterioração. Depois de fechar o frasco, nós colocamo-lo dentro de um saco bem fechado e guardamo-lo num armário para evitar o contacto com a humidade. Vejam as imagens no video para uma melhor compreensão.


Se não tiverem uma balança de precisão, devem fazer os arredondamentos por defeito, nunca por excesso.


Importante: Este é um sabão sem sobre-engorduramento, pelo que não serve para uso cutâneo!



Porquê Estes Ingredientes


Antes de mais é importante lembrar que todos os ingredientes têm de ser de alta qualidade! Por vezes, quando o sabão não é feito para uso cutâneo mas sim sim para as pragas e lavagem de roupa, há a tentação de utilizar óleos de baixa qualidade. Neste caso, desaconselhamos totalmente, uma vez que o objectivo deste sabão é também nutrir e cuidar das plantas. 

Por outro lado, também queremos frisar que esta fórmula foi calculada com base em óleos puros. Cada óleo tem o seu índice de saponificação, o que significa que, se forem usados óleos duvidosos (ou seja, óleos que não sejam realmente extra virgem), o resultado poderá ser um fiasco.

Se nunca fizeram sabão antes e não estão familiarizados com o processo nem com os termos técnicos que utilizamos neste post, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Vamos então ver cada um dos ingredientes:


  • Óleo de coco extra virgem prensado a frio: o sabão de coco é extremamente eficaz no controlo de pragas da horta (saibam mais no nosso post Calda de Sabão e Óleo Vegetal). Para além disso, o coco é altamente nutritivo e utilizado como adubo orgânico no crescimento e desenvolvimento saudável das plantas.
  • Azeite puro extra virgem: o azeite pode ser simples ou macerado de plantas repelentes de pragas, tais como a hortelã-pimenta, o alecrim, o tomilho etc. Saibam mais sobre macerações no nosso post Como Fazer Uma Maceração e mais sobre as plantas e suas utilizações no nosso livro Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais. A utilização do azeite nesta fórmula tem duas funções. Uma delas é trazer mais propriedades benéficas ao sabão e a outra é obter uma consistência final mais fácil de trabalhar, uma vez que um sabão 100% coco fica muito mais espesso e difícil de quebrar para depois diluir.
  • Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza: o potássio é um dos nutrientes essenciais para a plantas e o sabão de potássio, para além de ajudar a controlar as pragas, vai contribuir para a protecção, nutrição e crescimento das plantas. Tem de ter 90% de pureza para garantir eficácia na reacção de saponificação. 

  • Água destilada ou água da chuva: é usada por ser livre de impurezas, minerais e contaminantes. A água destilada tem de ser usada para garantir que as reacções químicas ocorram conforme o esperado e para garantir a pureza, precisão e consistência do produto final.




Os Materiais


Para fazer este sabão é necessário reunir alguns materiais. Os que marcámos a azul, terão de ficar para uso exclusivo do fabrico de sabão pois, para a segurança alimentar, não se podem usar os mesmos materiais para cozinhar alimentos e para fazer sabão (devido às reacções químicas entre as gorduras e o hidróxido de potássio, também conhecido por potassa cáustica). 


Nenhum dos materiais poder ser de alumínio devido à reacção com o hidróxido de potássio!


Esta lista de materiais está por ordem de utilização durante o fabrico do sabão. 

  • 1 Balança digital de cozinha (tem mesmo de ser digital para uma maior precisão na pesagem dos ingredientes)
  • Panela de aço inox
  • 2 Tigelas para pesar os óleos (aconselhamos a pesar separadamente para o caso de haver erros e ter de retificar as quantidades)
  • 2 Colheres de sopa para ajudar a retirar o óleo de coco do frasco se estiver sólido
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para a água
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para o hidróxido de potássio
  • 1 Base de panela
  • 1 Colher de inox para dissolver o hidróxido na água
  • 1 Espátula de cozinha para raspar as tigelas com os óleos
  • 1 Espátula para mexer a solução da potassa com os óleos
  • 1 Varinha mágica (sim, tem mesmo de ser exclusiva para o fabrico de sabão!)
  • 1 Termómetro digital de cozinha
  • Colher pequena (para ajudar nos testes de pH)
  • 1 Pyrex
  • Fitas de pH
  • 1 Colher grande (para ajudar a transferir o sabão para um recipiente)
  • 1 Recipiente com tampa para guardar o sabão em massa no final
  • 1 Recipiente medidor de água
  • 1 Fervedor de água, que será muito útil na diluição
  • 1 Funil
  • 1 Recipiente para guardar o sabão em estado liquido no final

Estes são os materiais que usamos. Alguns destes materiais são obrigatórios, outros poderão ser adaptados conforme o que tenham em casa. Vejam o nosso vídeo para uma melhor compreensão.


O Equipamento de Segurança


Como sempre, o equipamento de segurança é mais do que obrigatório e aqui ficam todos os elementos necessários:


  • Óculos de protecção
  • Luvas de borracha
  • Máscara facial. As máscaras cirúrgicas (também conhecidas como "máscaras do Covid") não são eficazes para lidar com reacções químicas, pelo que devem ser usadas máscaras mais fechadas.
  • Bata com mangas compridas e sapatos fechados. Toda a pele deve ficar bem protegida.
Vejam todas as advertências sobre a segurança no fabrico de sabão no nosso post Como Fazer Sabão.



Como Fazer Sabão Líquido de Hidróxido de Potássio


Em primeiro lugar há que saber que o resultado nunca é um sabão líquido, mas sim uma massa espessa que só depois de diluída fica em gel ou mesmo líquida conforme o rácio de diluição.

Este sabão é feito pelo Processo a Quente, ou seja, o sabão vai ser cozinhado e não precisará de cura depois de estar feito. Mais uma vez, se não compreendem estes termos, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Antes de começarmos o passo-a-passo, recomendamos vivamente a ter um caderno de registos cada vez que fazem o vosso próprio sabão, para que possam apontar (e mais tarde relembrar) todos os detalhes importantes de cada lote de produção. Aqui fica o caderno que usamos e recomendamos a todas as pessoas que fazem sabão em casa, seja para uso pessoal, para oferecer ou para vender:






Vamos então partilhar convosco como fazemos este sabão em casa. Vejam de seguida todos os detalhes:

  1. Começar por pesar a panela de inox vazia (a nossa pesa 374g). Saber o peso da panela vai ser crucial no final de todo o processo;
  2. Pesar os óleos separadamente, cada um na sua tigela;
  3. Pesar a água;
  4. Colocar todo o material de segurança antes de começar a lidar com o hidróxido de potássio;
  5. Pesar o hidróxido de potássio;
  6. Adicionar os óleos à panela (usar a espátula de cozinha para retirar todo o óleo das tigelas, de forma a não haver desperdícios nem grandes diferenças na quantidade dos mesmos);
  7.  Ligar o fogão em lume baixo; (Não é preciso aquecer muito. É mesmo só até o óleo de coco derreter por completo).
  8. Enquanto as gorduras aquecem, deitar o hidróxido sobre a água (nunca o contrário!) e mexer com uma colher de inox;
  9. Após estar dissolvido, adicionar a solução da água às gorduras na panela;
A partir daqui é crucial controlar constantemente a temperatura ao mesmo tempo que se mexe a solução!

    10. Medir a temperatura e mexer a solução com a espátula exclusiva para o fabrico de sabão. A temperatura da solução não deve passar dos 70ºC. Para quem tem um Crockpot (panela que mantém a temperatura) isso não será um problema, mas para quem não tem, como é o nosso caso, é necessário ir pondo e tirando a panela do lume para garantir que não passa dos 70ºC;
     11. Após agitar um pouco a solução com a espátula, usa-se a varinha mágica. Vai-se batendo a solução durante alguns minutos, sempre monitorizando a temperatura, numa combinação de agitação e um pouco de calor do fogão;
     12. Quando a massa ficar demasiado espessa para a varinha mágica, volta-se a usar a espátula. Para nós, a massa levou 8 minutos a chegar a este ponto;
       13. Quando a massa já está bem espessa e começa a deitar um pouco de vapor, desliga-se o fogão e pode-se continuar a cozinhar a massa apenas com o calor da panela;
       14. Assim que a massa chegar ao ponto de ficar parecida com puré de batata, mas bem mais espessa, é provável que esteja pronta. Para isso fazemos o teste de pH;
      15. Para fazer o teste de pH colocar água num pyrex, adicionar apenas um pouco de massa do sabão (para um resultado mais fidedigno, retirar da parte de dentro da massa e não da parte de fora) e mexer bem. Adicionar um pouco de água a ferver, pois ajuda a dissolver melhor o sabão;
        16. Colocar uma tira de pH na água e verificar o resultado. O ideal de pH do sabão é entre os 8 e os 10. A nossa massa tem um pH 8, o que significa que a massa está cozinhada e o sabão está pronto;
         17. Deixar esfriar por completo antes de passar à fase seguinte.



Armazenamento e Diluição


Para armazenar e diluir precisamos de um pouco de matemática, mas nada de muito complicado.

Obtivemos um total de 429g de massa. Como é que sabemos isto? Sabemos porque tirámos a tara da panela ao início (374g) e voltámos a pesar a panela após a massa esfriar (803g).  803-374 = 429g de massa.

Para este post e vídeo, decidimos dividir a massa a meio para podermos mostrar como armazenar e como diluir, tanto para a usar contra as pragas da horta como para a lavandaria caseira. Vamos por partes:

  1. Depois de fria, com a ajuda de uma colher e uma espátula, retirámos sensivelmente metade da massa da panela.
  2. Após esta retirada, a panela ficou a pesar 632g. Então, 632 - 374 = 258g. Esta foi a quantidade que ficou na panela para ser diluída.
  3. 429 - 258 = 171g. Esta foi a quantidade que armazenámos para diluição posterior.


Armazenamento

As 171g para diluição posterior, foram armazenadas num recipiente de plástico com tampa. Pode ser guardado num local fresco à temperatura ambiente.


Diluição Para Lavandaria

As 258g que ficaram na panela foram diluídas para fazer detergente para roupa. 

Agora, como diluir?

O rácio ideal para este efeito é de 1:1,5

Portanto, 1 parte da sabão para 1,5 partes de água (258g x 1,5 = 387g de água).

  1. Pesar 387g de água;
  2. Usar um fervedor para ferver rapidamente a água. A água quente vai ajudar a quebrar e dissolver a massa espessa. Ao ferver, perde-se sempre um pouco de água na evaporação mas, para este efeito, não faz grande diferença;
  3. Adicionar a água a ferver à panela, usar a espátula para quebrar um pouco a massa distribuindo-a melhor pela água e deixar descansar por alguns minutos;
  4. Utilizar a varinha mágica até que fique um líquido homogéneo;
  5. Nesta fase podem ser adicionados óleos essenciais. Nós preferimos usar o detergente neutro;
  6. Deixar esfriar por completo;
  7. Depois de frio, com a ajuda de um funil, verter para um recipiente adequado ao uso na lavandaria.
A utilização deste detergente é igual à dos detergentes convencionais, ou seja, devem ser usadas as doses recomendadas de acordo com a dureza da água.


Diluição Para as Pragas da Horta


As 171g que guardámos para mais tarde, foram diluídas para pulverizar as pragas da horta e do pomar. 

O rácio de diluição para pulverização varia conforme o tipo de sabão, as pragas a combater e o quão atacadas as plantas estão. De forma a obter um líquido pulverizador suave, para plantas pouco atacadas, vamos usar um máximo de 10L de água para diluição. Os 10L facilitam-nos esta tarefa uma vez que temos uma panela de 10L ou podem ser usados 2 garrafões de água de 5L em alternativa. 

Muitos pulverizadores para hortas caseiras também são de 5L, por isso, aconselhamos a fazer as diluições de acordo com estas proporções, mudando apenas a quantidade de sabão de acordo com a severidade do ataque das pragas na horta.

Sendo que este sabão é difícil de quebrar aconselhamos a iniciar a diluição da mesma forma que fizémos para o detergente de lavandaria, ou seja, colocar água a ferver na panela, num rácio de 1:1,5, quebrar e dissolver o sabão e depois então colocar o sabão na panela ou dividir por dois garrafões, enchendo com água até a cima. Assim, obtemos uma calda de sabão!


Como Aplicar na Horta e no Pomar


Transferir a calda para um pulverizador.

A calda só deve ser utilizada se forem observadas pragas. Não deve ser utilizada meramente como método preventivo.

Deve ser aplicada directamente sobre os insectos de corpo mole, tais como pulgões, piolhos, cochonilhas, lagartas, moscas brancas e traças. Não é demais lembrar para terem o cuidado de não pulverizar directamente sobre os insectos benéficos, tais como as joaninhas e a abelhas.

A aplicação pode ser feita entre uma a duas vezes por semana, de manhã cedo ou ao fim do dia. Aplicar nos caules e folhas, não esquecendo a parte de trás das folhas onde há maior concentração de pragas.

Deve-se evitar a aplicação em dias de vento e nas horas de maior calor.



Este post já vai longo e com ele esperamos ter ajudado os nossos leitores! Para uma maior compreensão de todo este processo, vejam agora o nosso vídeo, onde mostramos cada passo detalhadamente.

Um grande abraço e um xi coração para os nossos leitores que nos acompanham nos Açores e em todo o mundo!





















Fertilizante Natural Para as Plantas | 3 Ingredientes | 7 Formas de Utilização

Hoje vamos partilhar uma receita caseira e natural para fertilizar as plantas. Com apenas 3 ingredientes que podem ser usados individualmente ou em conjunto, esta é uma receita muito completa para proporcionar óptimas condições de crescimento num solo equilibrado e rico em nutrientes. 

Estas dicas e receitas estão também no nosso livro: Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais - Cultivar, Cuidar, Colher, Conservar e Consumir - 30 Plantas e as Suas Propriedades. No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos, detalhadamente, todas as formas de utilização.



Este fertilizante caseiro é muito simples e económico, sendo composto por ingredientes tão singelos como as cascas de ovo, as cascas de banana e as borras de café. Estes ingredientes que já tem na sua cozinha farão maravilhas pelas suas plantas! Vamos ver porque devemos usá-los.


Porquê Estes Ingredientes?

As plantas necessitam principalmente de azoto (N), fósforo (P) e potássio (K) para um desenvolvimento equilibrado e saudável. O ovo, a banana e o café fornecem cada um destes nutrientes.

  • Cascas de ovo: são ricas em cálcio (Ca), magnésio (Mg) e potássio (K) que enriquecem o solo e contribuem para um óptimo desenvolvimento das plantas. As casca de ovo são também usadas para corrigir os solos mais ácidos;
  • Cascas de banana: são uma excelente fonte de potássio (K) e fósforo (P), fornecendo também cálcio (Ca) e magnésio (Mg) às plantas;
  • Borras de café: possuem todos os 3 ingredientes principais, azoto (N), fósforo (P) e potássio (K). Pela sua acidez, podem também ser utilizadas para corrigir os solos mais alcalinos.



Formas de Utilização

Existem muitas formas simples de utilizar estes ingredientes, o que faz deles excelentes aliados nos cuidados com as plantas, especialmente quando se dispõe de pouco tempo. Vamos ver as várias formas de utilizar estes ingredientes, individualmente ou em conjunto.


Usar os Ingredientes Individualmente


#1 Utilizar as Cascas de Ovo Inteiras

O ideal é quebrar as cascas em pequenos pedaços e misturá-las com a terra. Podem ser quebradas com as mãos ou, ainda melhor, com um pilão. Quando deixadas à superfície, são também uma excelente armadilha para lesmas e caracóis.


#2 Utilizar as Cascas de Ovo em Pó

Quando trituradas e reduzidas a pó, são mais facilmente absorvidas pelo solo. Triturar com um moedor de grãos de café e peneirar. Para esta tarefa aconselhamos o uso de máscara para não inalar o pó.


#3 Cascas de Banana Cortadas em Pedaços

Em vez de descartar as cascas de banana ou de colocá-las na compostagem, estas podem ser cortadas em pequenos pedaços e misturadas com a terra junto à base das plantas.


#4 Decocção de Cascas de Banana

A decocção de cascas de banana é usada para pulverizar ou regar as plantas.

  1. Separar cascas de 2 bananas grandes para 1L de água;
  2. Deixar ferver por 5 minutos;
  3. Deixar arrefecer e coar.

Por ser um líquido concentrado deve ser diluído em água.

  • Para pulverizar: 1 copo de líquido de banana para 4 copos de água.
  • Para regar: 1 copo de líquido de banana para 2 copos de água.

Aplicar este fertilizante a cada duas semanas.


#5 Borras de Café na Base das Plantas

Aplicar um pouco de borras de café à volta do pé da planta e remexer a terra para um melhor resultado.


Usar os Ingredientes em Conjunto


#6 Cascas de Ovo + Borras de Café

A mistura das cascas de ovo com borras de café contribui para um solo equilibrado.


#7 Cascas de Ovo + Cascas de Banana + Borras de Café

A mistura dos 3: cascas de ovo, cascas de banana e borras de café constitui um fertilizante natural muito completo e eficaz para o crescimento das plantas.

  1. Seleccionar 3 partes iguais de cada ingrediente (uma chávena de cada, por exemplo). 
  2. Colocar no processador de alimentos e triturar. 
  3. Adicionar água q.b. para obter uma massa homogénea. 
  4. Aplicar à volta do pé das plantas uma vez a cada duas semanas.


Estes fertilizantes naturais podem ser usados tanto nas plantas pequenas como nas árvores. Por serem tão simples e não deitarem cheiros desagradáveis, podem ser feitos mesmo por quem vive em apartamentos e tem as plantas na cozinha.

Esperamos que tenham gostados de todas a dicas e vejam agora o nosso vídeo explicativo. Se ainda não subscreveram o nosso canal do Youtube, aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder pitada!

Um xi coração!







Doce de Amora Silvestre - Receita de Compota Caseira Super Deliciosa

Já foi no verão que fizémos este doce de amora silvestre e hoje partilhamos convosco a nossa receita.

Fazer doces ou compotas de frutos silvestres é uma actividade gira para se fazer em família. Nós apanhámos as amoras silvestres das silvas que teimam em crescer na nossa horta, mas quem não tem horta pode dar um passeio pelo campo ou pelo bosque, apanhar os frutos e depois fazer vários tipos de doces.

Vamos ver como fazer esta receita. No final do post vejam também o nosso vídeo explicativo onde mostramos, não só o passo a passo da receita, como também um pouco do desenvolvimento da planta, desde a flor e polinização até à colheita dos frutos.


Receita de Doce de Amora Silvestre


Ingredientes

  • 2Kg Amoras silvestres
  • 1,3Kg Açúcar amarelo
  • 3 Paus de canela
  • Sumo de 2 limões pequenos


Utensílios

  • 1 Panela grande e funda
  • 1 Varinha mágica
  • 1 Espremedor de citrinos
  • 1 Colher de pau grande
  • 1 Pinça de cozinha ou 2 colheres grandes
  • Vários frascos de vidro previamente esterilizados
  • Utensílios para verter a compota para os frascos. Dependendo do tamanho dos frascos, podem ser colheres, funis ou outros que tenham na cozinha e possam fazer jeito para esta tarefa.



Como Fazer

  1. Começar por lavar as amoras;
  2. Colocar as amoras numa panela funda;
  3. Adicionar 3 paus de canela, o açúcar e o sumo de limão;
  4. Com uma colher de pau grande, misturar tudo;
  5. Ligar o lume no máximo;
  6. Quando começar a ferver baixar o lume para o mínimo;
  7. Ao fim de 10 minutos, retirar os paus de canela utilizando uma pinça de cozinha ou duas colheres grandes;
  8. Deixar em lume brando durante 40 minutos e mexer ocasionalmente;
  9. Ao fim de 40 minutos desligar o lume e transferir o doce imediatamente para os frascos para poderem ser fechados em vácuo.


Dicas Importantes

Antes de desligar o lume deve-se verificar se o doce está em "ponto de estrada", ou seja, se já está espesso o suficiente. Se ainda estiver muito líquido, deve-se deixar no lume mais um pouco. Se, ao passar a colher, ficam duas linhas no doce, está no ponto. Cuidado para não ficar espesso de mais!

Para fechar os frascos em vácuo, deve-se transferir o doce todo imediatamente enquanto ainda está bem quente, fechar bem os frascos e guardá-los de cabeça para baixo para que todo o ar saia do frasco. Quando faz vácuo, ouve-se a tampa a fazer um estalido. Também é possível saber se fez vácuo se a tapa estiver sugada para baixo. Os frascos que não fizerem vácuo devem ser guardados no frigorífico e serem os primeiros a consumir. Os que fizerem vácuo podem ser guardados num local fresco e seco e podem durar por vários anos.


Esta receita é feita com amoras, mas o mesmo método pode ser seguido para outros frutos silvestres. Esperamos que gostem! 

Aqui fica o nosso vídeo com o passo a passo e algumas belas imagens do desenvolvimento das amoras antes da colheita.


VIDEO - Doce de Amora Silvestre - Receita de Compota Caseira Super Deliciosa














Stevia - Como Fazer Extracto Líquido e em Pó | Benefícios | Stevia Verdadeira vs Stevia Falsa

A stevia (Stevia rebaudiana) é uma planta doce, originária da América do Sul, conhecida por ser o substituto saudável do açúcar.

Temos recebido alguns e-mails com perguntas sobre a stevia, principalmente a que se encontra à venda nos supermercados. É bom sinal, pois estas questões que nos colocam mostram uma crescente preocupação por levar um estilo de vida mais saudável, escapando dos produtos industriais e refinados. 

Sabiam que até o adoçante de stevia que se compra nos supermercados não é o verdadeiro adoçante de stevia? Costuma dizer-se, e com razão, que estamos sempre a ser enganados!

A boa notícia é que até mesmo o adoçante de stevia pode ser feito em casa. Para além de termos mais controlo sobre a sua qualidade, fazer as coisas com as próprias mãos também dá uma grande satisfação.  Não há nada como o que é caseiro!


Neste post vamos partilhar:

  • Quais os benefícios da stevia
  • Como distinguir do produto de compra
  • Como fazer o extracto liquido e em pó
  • Como utilizar





Afinal, não é preciso ter uma plantação de cana de açúcar para fazer o açúcar em casa! Basta ter um vaso com stevia! Quem não quer semear, pode comprar vasos desta planta nos viveiros e lojas de jardinagem.

Antes de mostrarmos como fazer extracto de stevia vamos falar um pouco sobre esta planta tão especial.


Benefícios e Curiosidades da Stevia



Diabetes e Obesidade
  • Embora o seu extrato seja substancialmente mais doce do que o açúcar, a stevia não contém calorias o que faz dela um adoçante ideal para quem sofre de diabetes e para quem quer combater a obesidade;
  • Ajuda a manter os níveis adequados de insulina e glicose no sangue;
  • Ajuda a controlar o apetite.




Saúde bucal
  • As suas enzimas e alto teor de vitamina C ajudam a proteger das inflamações das gengivas, reduzir a placa bacteriana e o aparecimento de cáries;
  • No Japão (um dos maiores consumidores de stevia do mundo) é utilizada para fazer pastas de dentes, pastilhas elásticas e produtos medicinais para proteger contra o sangramento das gengivas e dores de garganta.


Cosmética
  • Para além das aplicações culinárias, a stevia também tem aplicações cosméticas, podendo ser usada para fazer cremes caseiros, pois tonifica, limpa e amacia a pele.


Outros tratamentos 
  • Em alguns países a stevia é aprovada como substituto do açúcar e já é utilizada também para tratar hipertensão, depressão, fadiga, infecções, problemas de pele e dependência do açúcar.


Todos estes benefícios fazem da stevia um adoçante caseiro, saudável, duradouro e económico.


É importante lembrar que, independentemente destes benefícios, e conforme já indicámos antes no post sobre a Curcuma, para evitar o uso exagerado de superalimentos é aconselhável falar com um nutricionista. Quem é diabético deve também consultar o médico para uma utilização correcta, adaptada ao seu caso particular.



Como Distinguir do Produto de Compra


Desde que a stevia apareceu no mercado, muitos têm sido os produtos falsos colocados nas prateleiras dos supermercados.

Ao fazer o adoçante de stevia em casa, temos a certeza de estar a consumir a verdadeira stevia. Para além de ser um processo simples também permite poupar muito dinheiro.





Stevia Verdadeira ou Stevia Pura


  • Não tem o mesmo sabor do açúcar e não é branca como o açúcar. É verde;
  • Tem um sabor doce embora não tanto quanto a stevia processada, pois esta tem outras formas de açúcar adicionadas;
  • O sabor da stevia pura é doce quando usado em quantidades muito pequenas. Se for usada em demasia torna-se mesmo muito amargo!


Stevia Falsa ou Stevia Industrializada


  • É branca, geralmente granulada e muito semelhante ao açúcar refinado;
  • A stevia de compra não tem as mesmas propriedades medicinais da stevia pura por ser alterada através de processos industrias onde são adicionadas outras formas de açúcar com o intuito de tornar a stevia mais atractiva comercialmente.

Muitas marcas de stevia que estão à venda têm aditivos e açúcares escondidos. Alguns ingredientes vulgarmente encontrados nos rótulos das embalagens de setvia, tais como dextrose, sorbitol e erythritol, são 
açúcares adicionados. Estes são brancos, solúveis em água e produzidos industrialmente para serem usados como adoçantes.



Como Fazer Extracto de Stevia


Já que os de compra são como são, por que não fazer em casa? Vamos ver como fazer o extracto, de forma simples, líquido e em pó.

Líquido


Para fazer o extracto líquido usam-se as folhas frescas ou secas. Também pode ser usado o pó, mas este pode tornar o processo mais difícil quando chega a hora de coar.  

Podem ser usados vários solventes: álcool, água ou glicerina. Ao fazer com água ou glicerina, o tempo de validade é muito curto. Sendo que apenas é necessária uma pequena quantidade de extracto em cada utilização, é importante que o mesmo dure por meses ou anos. Assim, vamos ver como fazer o extracto com álcool.

  1. Colocar num frasco as folhas (frescas ou secas / cortadas ou inteiras). Não se usam os caules;
  2. Cobrir as folhas com álcool consumível e sem sabor, como por exemplo, brandy ou vodka;
  3. Tapar o frasco e guardar num local escuro e fresco por 24-36h, agitando o frasco ocasionalmente;
  4. Após este tempo, coar utilizando um passador, filtro de café ou saco de leite vegetal;
  5. Com um funil, verter para dentro de um frasco de vidro âmbar com pipeta;
  6. Colocar um rótulo com a data;
  7. Guardar num local escuro, fresco e seco.

Não existem quantidades exactas para fazer este extracto. Aconselhamos que sejam usadas poucas folhas e pouco álcool. Quanto maior a quantidade dos ingredientes, mais doce e mais forte será o sabor. Também é importante lembrar que basta usar uma quantidade muito pequena de cada vez, o que significa que um frasco pequeno durará por muito tempo.



Álcool Mas Não Muito


Embora o álcool consumível seja um excelente conservante que preservará o extracto de stevia por vários anos, há que lembrar que estas bebidas também têm a sua doçura. Assim, quem não tolera bem o álcool ou quer reduzir a doçura do resultado final, pode ainda fazer um passo adicional antes de armazenar.

  • Após coar, aquecer o extracto em lume baixo por 20-30 minutos, sem deixar ferver;
  • Depois deste passo, verter para o frasco e armazenar.

Colocar em lume baixo vai fazer com que o extracto reduza o teor de álcool. No entanto, vai também reduzir a vida útil do líquido que deve ser refrigerado e consumido num espaço de 3 meses.



Em Pó



Colher e Secar as Folhas

A colheita das folhas pode ser feita ao longo do verão, mas são mais doces no início do outono quando o tempo fica mais fresco e se inicia a floração.

  1. Cortar as plantas pela base deixando 15cm para que voltem a crescer;
  2. Lavar com água corrente;
  3. Escolher as folhas. As folhas são muito mais doces do que o caule. Este não é utilizado para a extracção do pó e deve ser colocado na compostagem;
  4. Deixar secar as folhas. Há quem use um desidratador, mas as folhas das plantas secam bem por si só e não há necessidade de gastar electricidade. Podem ser secas dentro de casa ou ao ar livre, de preferência à sombra. O tempo de secagem vai depender da temperatura do ar. Idealmente, as folhas poderão ficar a secar por duas semanas.


Triturar

Quando as folhas estiverem bem secas é hora de passar à fase de extraír o pó. O processo é bem simples:

  1. Para triturar as folhas, usar um processador de alimentos ou um moinho de café; 
  2. Para que o pó fique bem fino, usar uma peneira.

Guardar num frasco hermético num local fresco e seco.



Como Utilizar


Tanto o líquido como o pó da stevia podem ser armazenados durante vários anos. Também se pode guardar as folhas secas e triturar conforme necessário.

Por ser mais doce do que o açúcar, cada utilização necessita apenas de pequenas quantidades. 3 a 4 colheres de chá de pó de stevia equivalem a 1 chávena de açúcar refinado, por isso, ao utilizar a stevia para cozinhar, é preciso ter em mente que as quantidades, textura e propriedades serão diferentes.

As utilidades na alimentação são muitas, desde adoçar café, chá e sumo, passando pelos doces até aos pratos de cozidos ou assados.


Para adoçar, pode ser utilizada de 3 formas:

Em pó: folhas secas trituradas para adoçar bebidas.

Em líquido: também para adoçar bebidas ou doçaria. Pode usar-se o extracto já feito ou fazer uma infusão.

Folhas frescas: as folhas são doces e podem ser adicionadas à salada de fruta ou ao chá. Também podem ser usadas no molho agridoce, nos temperos e nas cozeduras.



Por agora, esperamos ter ajudado a esclarecer muitas dúvidas que têm surgido sobre a stevia.

Até ao próximo post...cuidem-se bem!









Sálvia - Do Cultivo à Colheita

A sálvia (Salvia officinalis) é uma erva aromática e medicinal, também cultivada como planta ornamental. É muito utilizada como condimento em várias cozinhas do mundo e é utilizada desde a antiguidade para curar vários males, tanto que o seu nome "salvia" em latim significa "curar". É uma planta à qual são atribuídas inúmeras propriedades medicinais com usos internos e externos e, ainda hoje, se fazem estudos sobre os seus efeitos na saúde. 

Quem não tem horta ou jardim também pode usufruir dos benefícios e aroma desta planta, uma vez que a sálvia também pode ser cultivada em vasos. Vamos então ver como cultivar sálvia.




Vejam no nosso infográfico toda a informação sobre a sálvia e como a fazer crescer, desde o cultivo até à colheita.


Sálvia de Blog da Horta Biológica




Coentro - Do Cultivo à Colheita

O coentro (Coriandrum sativum) é uma erva aromática utilizada como condimento um pouco por todo o mundo. De sabor e aroma característicos, faz parte de muitos pratos do dia-a-dia e o melhor de tudo é que o seu cultivo é simples e o ciclo de desenvolvimento é curto. Há quem goste e há quem não suporte o cheiro nem o sabor, mas o que é certo é que esta erva é usada desde a antiguidade e a ela são atribuídas inúmeras propriedades medicinais. 




Neste post, vamos falar especificamente sobre o cultivo desta planta. Vejamos então como cuidar do coentro, desde o cultivo até à colheita.


Coentro de Blog da Horta Biológica




Orégão - Do Cultivo à Colheita

O orégão é uma planta do género Origanum do qual fazem parte mais de 200 espécies. Neste post vamos falar sobre o cultivo da espécie Origanum vulgare que é muito utilizada em várias cozinhas do mundo, mas principalmente na cozinha mediterrânica. É também considerada uma erva medicinal pelas suas propriedades antioxidantes e antibacterianas.  




Em Portugal, no final da primavera e início do verão, o orégão pode ser encontrado nos campos, onde cresce de forma espontânea. Para quem não quer colher ou não tem acesso ás plantas autóctones, aqui fica o passo-a-passo para cultivar em vasos, no jardim ou na horta.