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11 Dicas Para Conservar Limão Por Muito Tempo | Métodos Naturais | Sem Aditivos

Ora então, hoje vamos falar de limão! Vamos partilhar como conservamos todas as partes do limão cá em casa, sem desperdícios e sem aditivos. Quem tem um limoeiro e não sabe o que fazer com tantos limões ou quem é presenteado com vários quilos de limões por alguém da família que também não sabe o que fazer com eles, vai com certeza beneficiar muito deste post. No final do post temos também o nosso vídeo explicativo onde mostramos o passo a passo para cada método de conservação.



Quando a natureza nos presenteia com abundância, há que fazer uso da criatividade! O nosso limoeiro é sempre generoso e não gostamos de desperdiçar os nossos limões biológicos, por isso conservamo-los de todas as formas que nos lembramos. Há que lembrar também que o limão é um dos alimentos anti-inflamatórios e merece todos os cuidados de conservação.

Existem vários métodos de conservação de limão que incluem aditivos, tais como sal, açúcar, condimentos, etc. No entanto, porque gostamos de métodos de conservação sem aditivos e que preservem o gosto dos vegetais, vamos mostrar como fazemos a conservação de todas as partes do limão da forma mais natural possível. 


Após a Colheita e Antes da Conservação...

Para todos os métodos que vamos mostrar, é importante começar por lavar bem os limões. Ainda que biológicos, há sempre pó e resíduos que devem ser removidos da casca antes da conservação. Após a lavagem devem ser bem secos com um pano.

IMPORTANTE: Nunca é de mais frisar que a casca do limão só deve ser consumida se o limão for biológico. Para o limão comprado no supermercado ou proveniente de agricultura convencional, é altamente desaconselhado o consumo da casca!


#1 Conservação do Limão Inteiro

Para conservar os limões inteiros frescos, colocamo-los em sacos de refrigeração aos quais tiramos o ar com uma bomba. Podem encontrar estes sacos aquiAo tirar o ar ao limão estamos a inibir a oxidação, prolongando assim a sua vida útil. Os limões podem assim ser mantidos frescos no frigorífico e usados ao natural até 6 meses. É importante colocar um rótulo com data para lembrar da validade.

Para usar, basta retirar a quantidade de limão necessária para cada receita e voltar a selar o saco, retirando-lhe o ar.


#2 Conservação da Casca (em lascas)

Com um descascador de fruta, retiramos a casca a toda a volta do limão. Esta tarefa é feita cuidadosamente, retirando apenas a parte amarela em lascas bem finas, deixando a parte branca intacta. As cascas podem ser colocadas em caixas ou sacos de refrigeração e guardadas no congelador. Não há problema de guardá-las todas juntas pois, mesmo congeladas, separam-se facilmente.

As cascas podem depois ser usadas para fazer chá de limão, águas aromatizadas, decorar doces e fazer macerações.


#3 Conservação da Casca (em raspas)

As raspas podem ser obtidas de duas formas. A forma tradicional é utilizar um raspador. A outra forma é retirar as cascas com o descascador de frutas e triturar as lascas no processador de alimentos. Esta segunda forma é mais rápida e eficaz, deixando também a parte branca do limão intacta. Colocamos as raspas espalmadas num saco de refrigeração, retirando-lhe depois o ar para ocupar menos espaço no congelador. O saco deve ser espalmado para que seja fácil partir/retirar apenas a quantidade necessária de cada vez.

As raspas podem depois ser usadas em vários tipos de cozinhados, doces, gelados e até saboaria natural!


#4 Conservação do Sumo

Para fazer o sumo, basta usar um espremedor. Colocamos o sumo em cuvettes e levamos ao congelador. Após congelar, passamos os cubos para sacos de refrigeração, retiramos o ar e voltamos a colocar no congelador.

O sumo conservado em cubinhos pode depois ser usado para fazer limonada, águas aromatizadas, cozinhados e até outras coisas curiosas como cera depilatória natural e alimento natural para as abelhas!


#5 Conservação da Polpa

Após espremer o sumo, sobra sempre a polpa. A polpa pode ser também congelada em cuvettes, pequenas ou grandes, dependendo do uso que lhe vai ser dado. 

A polpa pode ser usada para rechear bolos e fazer outros cozinhados criativos.


#6 Conservação do Mesocarpo - parte branca (em gel)

Muitas pessoas deitam fora o mesocarpo, porque pensam que não tem uso...mas tem! O mesocarpo é rico em ferro, magnésio, cálcio e zinco. A sua textura de gel contém fibras solúveis que diminuem o apetite e contribuem para a saciedade, ajudando assim no processo de emagrecimento. Ao contrário do que se pensa, o seu sabor é até bastante agradável e bem menos ácido do que a casca.

Para conservar o mesocarpo em gel, cortamos as partes brancas em pedaços pequenos e colocamos no triturador até ficar em raspas. Em seguida, colocamos as raspas num saco coador e esprememos. Esta tarefa é demorada e requer força de mãos. Colocamos o gel num frasco de vidro e guardamos no frigorífico. Pode ser guardado até duas semanas.

O mesocarpo em gel pode ser usado como espessante natural de compotas e outros doces e pode também ser comido à colher...mas só um bocadinho de cada vez!


#7 Conservação do Mesocarpo - parte branca (em raspas)

O mesocarpo também pode ser guardado em raspas para ser processado mais tarde. Pode ser congelado em doses individuais, em cuvettes maiores ou em sacos de congelação espalmados, para que seja facil partir e retirar apenas as doses necessárias para cada utilização.

O mesocarpo em raspas pode depois ser utilizado para fazer o gel, rechear bolos e até misturar no iogurte.


#8 Conservação de Todas as Partes (casca + parte branca + polpa)

Para conservar tudo: casca (epicarpo), parte branca (mesocarpo) e polpa (endocarpo), cortamos o limão em pequenos pedaços e colocamos no processador de alimentos até que fique tudo bem triturado com uma consistência meio pastosa. Colocamos depois em doses individuais em cuvettes grandes, congelamos e transferimos para sacos de refrigeração.

Conservar todas as partes do limão é particularmente útil para fazer sabão natural de limão ou detergente de loiça de limão. Esta mistura pode também ser espremida num saco coador para usar em qualquer receita que requeira polpa ou sumo de limão.


#9 Conservação em Rodelas (congeladas)

Outra forma de conservar o limão é cortá-lo em rodelas, retirando as sementes. As sementes podem depois ser usadas para germinar e fazer crescer novos limoeiros. Guardamos as rodelas em caixas e guardamos no congelador. Não aconselhamos a guardar em sacos de refrigeração pois as rodelas ficarão demasiado agarradas umas ás outras e poderá ser difícil separá-las sem as partir.

As rodelas podem depois ser usadas para fazer águas aromatizadas e decorar bebidas.


#10 Conservação em Rodelas (desidratadas)

Para esta forma de conservação, cortamos as rodelas bem finas. Retiramos as sementes,  colocamos as rodelas na grelha do forno e deixamos por cerca de 5 horas a 80ºC. O tempo de desidratação vai sempre depender da eficiência do forno. Depois de desidratadas, guardamos as rodelas num frasco hermético para que se mantenham bem secas e não entre a humidade.

As rodelas de limão desidratadas são tão bonitas que podem ser usadas para decorar doces e outros cozinhados, assim como também podem ser consumidas directamente.


#11 Conservação em Pó

Após a desidratação, as rodelas podem também ser reduzidas a pó. Trituramos as rodelas num moinho de grãos de café e usamos depois uma peneira para que o pó fique bem fino. Esta tarefa deve ser repetida até que esteja tudo processado. Guardamos o pó num frasco hermético. Quando mantido bem seco o pó pode ser conservado por mais de um ano.

O pó de limão é bastante versátil e pode depois ser usado para polvilhar vários tipos de cozinhados e sobremesas. 


E é assim que conservamos limão cá em casa! Temos a certeza de que as nossas dicas ser-vos-ão muito úteis! 


Vejam agora o nosso vídeo onde mostramos o passo a passo para cada um destes métodos de conservação. Se ainda não subscreveram o nosso canal do Youtube aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder pitada!


VIDEO - 11 Dicas Para Conservar Limão Por Muito Tempo | Métodos Naturais | Sem Aditivos















 

Como Fazer Licor de Fruta | Como Fazer Doce com os Restos da Fruta do Licor

Existem muitas formas de conservação de fruta, mas nenhuma será tão nobre como o licor! Para além de conservar por muitos anos, é um excelente presente para oferecer à família e aos amigos, bem como para consumo próprio, podendo ser degustado após uma refeição.

O licor que fizemos para este post foi feito com figos pretos biológicos das nossas árvores, mas o mesmo método pode ser seguido para vários outros frutos. Para além do licor, mostramos também como fazer doce com os restos dos frutos utilizados. Nada se perde!

No final deste post, vejam o nosso vídeo explicativo onde mostramos como fazer o licor e o doce passo a passo.

 


Vamos então ver primeiro como fazer o licor.

 

Ingredientes


  • 1Kg de Figos Pretos
  • 1L de Cachaça (não tem de ser uma marca específica, mas tem de ser de boa qualidade)
  • 1L de Água
  • 1Kg de Açúcar amarelo
  • 2 ou 3 Paus de Canela (Opcional)


Materiais


  • 1 Frasco de vidro grande com tampa
  • 1 Peneira
  • 2 Recipientes grandes
  • 1 Colher ou esmagador de batatas
  • 1 Colher de pau
  • 1 Panela grande
  • 1 Funil
  • Garrafas de vidro previamente esterilizadas para armazenar o licor

 



Como Fazer


1ª Fase: A Maceração da Fruta

 

  1. Colher os figos. Se não for possível fazer o licor no mesmo dia, os figos devem ser refrigerados;
  2. Cortar os figos em 4 pedaços e colocá-los dentro do frasco de vidro;
  3. Cobrir os figos com a cachaça;
  4. Tapar e agitar bem o frasco;
  5. O frasco deve ser mantido num local fresco e seco durante 30 dias (tempo de maceração);
  6. Durante os 30 dias o frasco deve ser agitado pelo menos uma vez por dia. O ideal é 3 vezes por dia.

 

2ª Fase: A Preparação do Licor


  1. Após os 30 dias, com uma peneira coar o líquido para dentro de um recipiente grande;
  2. Com uma colher ou esmagador de batatas, espremer os frutos para retirar o máximo de líquido. Reservar os frutos;
  3. Numa panela, adicionar 1Kg de açúcar amarelo e 1L de água. Misturar e deixar ferver por 10 minutos. Aqui estamos a preparar um xarope que vai conferir doçura ao licor;
  4. Depois de pronto, adicionar o líquido de figo ao xarope;
  5. Misturar muito bem;
  6. Opcionalmente podem adicionar-se paus de canela na mistura e mexer durante alguns minutos, retirando os paus antes de verter o licor para as garrafas;
  7. Com um funil, transferir o licor para as garrafas de vidro.

 

Vamos agora ver como fazer um doce com os restos da fruta.


Ingredientes


  • Os figos usados para fazer o licor
  • 250g de Açúcar amarelo

 

Materiais


  • 1 Panela
  • 1 Colher de pau
  • 1 Varinha mágica
  • 1 Colher de sopa
  • Frascos de vidro previamente esterilizados para armazenar o doce

 

Como Fazer


  1. Colocar os restos de figo numa panela;
  2. Adicionar 250g de açúcar amarelo;
  3. Misturar bem;
  4. Deixar em lume brando por 20 minutos;
  5. Ao fim dos 20 minutos, bater com a varinha mágica;
  6. Mexer um pouco;
  7. Com uma colher, transferir imediatamente para os frascos de vidro e tapar;
  8. Manter os frascos virados para baixo para fazer vácuo (sabemos que está em vácuo quando se ouve a tampa a fazer um estalido e fica sugada para baixo). Se algum frasco não fizer vácuo, deve ser guardado no frigorífico e ser consumido em primeiro lugar;
  9. Tanto o doce como o licor devem ser guardados num local fresco e seco.


Este doce não fica exactamente igual a uma compota. Fica mais espesso e fica também com um ligeiro sabor de cachaça, mas já não contém álcool, pois o mesmo evapora durante a fervura. É um doce óptimo para rechear bolos, mas também para colocar nas bolachas ou misturar no iogurte.

E assim, nada se perde, tudo se transforma!


Se fizerem estas receitas em casa, sintam-se à vontade para partilhar experiências, aqui no blog ou no nosso canal do Youtube!

Aqui fica o nosso vídeo!

 

Como Fazer Licor de Fruta  | Como Fazer Doce com os Restos da Fruta do Licor




















Doce de Amora Silvestre - Receita de Compota Caseira Super Deliciosa

Já foi no verão que fizémos este doce de amora silvestre e hoje partilhamos convosco a nossa receita.

Fazer doces ou compotas de frutos silvestres é uma actividade gira para se fazer em família. Nós apanhámos as amoras silvestres das silvas que teimam em crescer na nossa horta, mas quem não tem horta pode dar um passeio pelo campo ou pelo bosque, apanhar os frutos e depois fazer vários tipos de doces.

Vamos ver como fazer esta receita. No final do post vejam também o nosso vídeo explicativo onde mostramos, não só o passo a passo da receita, como também um pouco do desenvolvimento da planta, desde a flor e polinização até à colheita dos frutos.


Receita de Doce de Amora Silvestre


Ingredientes

  • 2Kg Amoras silvestres
  • 1,3Kg Açúcar amarelo
  • 3 Paus de canela
  • Sumo de 2 limões pequenos


Utensílios

  • 1 Panela grande e funda
  • 1 Varinha mágica
  • 1 Espremedor de citrinos
  • 1 Colher de pau grande
  • 1 Pinça de cozinha ou 2 colheres grandes
  • Vários frascos de vidro previamente esterilizados
  • Utensílios para verter a compota para os frascos. Dependendo do tamanho dos frascos, podem ser colheres, funis ou outros que tenham na cozinha e possam fazer jeito para esta tarefa.



Como Fazer

  1. Começar por lavar as amoras;
  2. Colocar as amoras numa panela funda;
  3. Adicionar 3 paus de canela, o açúcar e o sumo de limão;
  4. Com uma colher de pau grande, misturar tudo;
  5. Ligar o lume no máximo;
  6. Quando começar a ferver baixar o lume para o mínimo;
  7. Ao fim de 10 minutos, retirar os paus de canela utilizando uma pinça de cozinha ou duas colheres grandes;
  8. Deixar em lume brando durante 40 minutos e mexer ocasionalmente;
  9. Ao fim de 40 minutos desligar o lume e transferir o doce imediatamente para os frascos para poderem ser fechados em vácuo.


Dicas Importantes

Antes de desligar o lume deve-se verificar se o doce está em "ponto de estrada", ou seja, se já está espesso o suficiente. Se ainda estiver muito líquido, deve-se deixar no lume mais um pouco. Se, ao passar a colher, ficam duas linhas no doce, está no ponto. Cuidado para não ficar espesso de mais!

Para fechar os frascos em vácuo, deve-se transferir o doce todo imediatamente enquanto ainda está bem quente, fechar bem os frascos e guardá-los de cabeça para baixo para que todo o ar saia do frasco. Quando faz vácuo, ouve-se a tampa a fazer um estalido. Também é possível saber se fez vácuo se a tapa estiver sugada para baixo. Os frascos que não fizerem vácuo devem ser guardados no frigorífico e serem os primeiros a consumir. Os que fizerem vácuo podem ser guardados num local fresco e seco e podem durar por vários anos.


Esta receita é feita com amoras, mas o mesmo método pode ser seguido para outros frutos silvestres. Esperamos que gostem! 

Aqui fica o nosso vídeo com o passo a passo e algumas belas imagens do desenvolvimento das amoras antes da colheita.


VIDEO - Doce de Amora Silvestre - Receita de Compota Caseira Super Deliciosa














Azeite: A Alma da Comida | As Propriedades e a Produção do Azeite, da Oliveira à Mesa!

Alma da comida, ouro verde e até ouro dos pobres! Já lhe chamaram muita coisa, mas o que é certo é que o azeite é um elemento indispensável na alimentação e as suas propriedades já são conhecidas e apreciadas deste a antiguidade. Em tempos passados, o azeite era usado, não só na alimentação, mas também como elemento de medicina e ritos religiosos, como ingrediente de beleza, como combustível de iluminação e aquecimento e até como lubrificante de ferragens e alfaias agrícolas. Mais versátil não há!

Há muitos anos, nos primórdios do nosso blog, lançámos o post Apanha da Azeitona, onde mostrámos, de uma forma simples, como é feita a colheita. Neste post vamos falar dos benefícios atribuídos ao azeite e mostrar como é produzido. No final do post, vejam o nosso vídeo onde mostramos todas as fases da produção do azeite, desde a apanha da azeitona até chegar à mesa. 




O Que é o Azeite e Que Tipo de Azeite Consumir?

O azeite é o elemento mais característico da dieta mediterrânica, a qual é considerada das mais completas e saudáveis do mundo. Tanto que, em 2013, a Dieta Mediterrânica foi declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

O azeite é obtido a partir da prensa das azeitonas. É muito usado, não só na culinária mas também  na saboaria e cosmética naturais. Com curiosidade? Vejam o nosso vídeo Sabão de Azeite: como Fazer e Quais os Benefícios.

O azeite mais saudável é o azeite extra virgem prensado a frio. Neste método, as azeitonas são prensadas logo após a apanha e não passam por qualquer tipo de processamento industrial, o que faz com que este tipo de azeite mantenha os seus nutrientes e seja o melhor na alimentação e na saúde.

O azeite pode ser consumido imediatamente ou pode ser deixado a maturar. O gosto e a acidez do azeite depende de vários factores, tais como a temperatura do ambiente, as chuvas, a humidade, o grau de maturação das azeitonas aquando da apanha e o tempo de maturação do azeite. Quando consumido imediatamente pode ter o chamado "sabor a verde". O melhor azeite deverá ter um grau de acidez inferior a 0,8%.



Benefícios e Propriedades do Azeite 

O azeite é uma gordura saudável e o seu consumo diário traz vários benefícios para a saúde física e mental. Embora exista alguma discrepância no que diz respeito à quantidade diária a tomar,  no geral a recomendação é de entre 1 a 3 colheres de sobremesa por dia.

Embora o azeite possa ser usado para cozinhar e temperar, é recomendado dar preferência ao consumo do azeite do seu estado mais puro, ou seja, sem aquecer, para que mantenha o máximo de propriedades nutricionais. No entanto, apesar desta recomendação, é importante não ser extremista e há que lembrar que o azeite é um óleo muito versátil que pode e deve ser usado de todas as maneiras que beneficiem a nossa saúde. 

O azeite pode também ser misturado com ervas aromáticas na alimentação para aumentar ainda mais as suas propriedades e pode também ser macerado de ervas e plantas para outros fins medicinais. Para saber como, vejam o nosso vídeo Como Fazer Uma Maceração - DIY Infusão de Plantas em Óleo.


Vejam agora o nosso infográfico com os benefícios e propriedades atribuídos ao azeite.


Propriedades do Azeite de Blog da Horta Biológica


O azeite é um dos alimentos anti-inflamatórios. No entanto, é importante lembrar que o consumo do azeite, por si só, não é suficiente para obter todos os seus benefícios. É muito importante fazer uma alimentação saudável e equilibrada. Para informações detalhadas sobre estes alimentos, poderão gostar de ver o nosso post Alimentos Anti-inflamatórios Para Prevenção de Doenças e Fortalecimento do Sistema Imunitário



A Produção do Azeite, da Oliveira à Mesa!

Agora que já demos a conhecer o que é o azeite, que tipo de azeite consumir e quais as propriedades atribuídas, vamos agora mostrar todas as fases de produção. Alguma vez viram como se faz a apanha da azeitona e como é extraído o azeite no lagar? Vejam agora o nosso vídeo onde mostramos tudo!


VIDEO - Azeite: A Alma da Comida | A Produção do Azeite, da Oliveira à Mesa!












Como Fazer Incensos Naturais com Ervas Aromáticas

 

Ao longo do ano há muitas plantas que podem ser recolhidas directamente da natureza e usadas de várias formas para o bem-estar físico e emocional. No post de hoje vamos mostrar como fazer incensos naturais em casa, de uma forma simples e económica, utilizando ervas aromáticas. No final do post vejam também o nosso vídeo explicativo onde mostramos como fazer estes incensos passo a passo.



Os incensos naturais podem ser feitos com vários propósitos. Há quem os faça como uma forma de aromaterapia, para purificar o ar ou para limpar energias de espaços fechados. Seja qual for o motivo para fazer incensos caseiros, esta é sempre uma excelente oportunidade para dar um passeio no campo e recolher estas ervas que, para além dos incensos, também podem ser usadas para cozinhar ou preparar chá. 

Cada planta tem as suas propriedades e pode ser usada para um propósito diferente. Aqui ficam apenas alguns exemplos:


Tomilho. Melhora o estado de humor e aumenta os níveis de serotonina e dopamina.

Alecrim. É refrescante, melhora a capacidade de concentração e tem acção purificante do ar.

Hortelã. Ajuda a aliviar as náuseas e os enjoos, combate a fadiga e aumenta a energia.

Alfazema. Tem efeito relaxante e antidepressivo.

Orégão. Reforça o sistema imunitário e ajuda a eliminar vírus e bactérias do ar. 

Funcho. Promove o bem estar e aumenta a auto confiança.


Estes são apenas alguns exemplos de plantas que podem ser usadas nos incensos feitos em casa. Vamos agora ver como fazer e utilizar estes incensos.


Como Fazer

Os incensos podem ser feitos com plantas frescas ou secas, mas é mais fácil fazer enquanto as plantas estão frescas e flexíveis. Podem ser feitos com apenas uma planta ou uma combinação de várias plantas. Vamos então ver como fazer:

  1. Escolher a planta e cortar raminhos com o mesmo tamanho (mais ou menos 20cm);
  2. Compactar com as mãos;
  3. Amarrar uma das pontas com linha de algodão ou outro material natural;
  4. Rodear as plantas a toda a volta deixando a linha bem apertada;
  5. Repetir a passagem da linha nos dois sentidos. Depois de seca a planta perde volume, por isso a linha tem de ficar bem justa;
  6. No final, fazer um nó para que os incensos possam ser pendurados durante a secagem;
  7. Deixar a secar, pendurados num local bem ventilado, ao abrigo da luz solar. O tempo de secagem depende da temperatura do ar e da humidade, mas pode demorar pelo menos duas semanas. 



Como Usar

Os incensos só devem ser usados quando as plantas estiverem bem secas. 

Para usar, basta atear uma das pontas do incenso. Tal como nos incensos normais, nestes incensos só se deve queimar a ponta por uns segundos. Depois é só deixar que o aroma se espalhe pelo ar…e desfrutar!


Eis uma bela forma de usufruir da natureza dentro e fora de casa :)


Aqui fica o nosso vídeo com o passo a passo para fazer estes incensos.


Como Fazer Incensos Naturais com Ervas Aromáticas









Funcho (Foeniculum vulgare) - Do Cultivo à Colheita

O funcho (Foeniculum vulgare) é muito apreciado desde a antiguidade em vários países da Europa e Médio Oriente. É uma planta muito aromática e cheia de benefícios para a saúde. É antibacteriano, antiespasmódico e é usado sobretudo para aliviar problemas do sistema digestivo, tais como flatulência, indigestão, inflamações, enjoos, diarreia e mau hálito. Em Portugal é muito fácil encontrar esta planta nos campos baldios e pode também ser cultivada na horta ou em vasos. 





Neste post vamos falar precisamente sobre o cultivo desta planta. Vejam no nosso infográfico como cultivar funcho e, no final do post, o nosso vídeo explicativo onde mostramos como fazer a colheita do funcho na primavera e no outono.


Funcho de Blog da Horta Biológica



VIDEO - Funcho (Foeniculum vulgare) | Como Colher Folhas e Sementes | Colheita na Primavera e no Verão


















Anis / Erva Doce (Pimpinella anisum) - Do Cultivo à Colheita

O anis (Pimpinella anisum), também conhecido por erva-doce, é uma planta nativa da bacia do mediterrâneo e médio oriente e, pelas suas propriedades terapeuticas, é especialmente usada para aliviar diversos problemas do sistema digestivo, tais como indigestão, inchaço e gastrite. É uma planta muito aromática e os seus frutos (ou sementes) são usados para fazer chá. Quando triturados são também usados na confecção de licores, doces e outros cozinhados.





Para que o post não fique demasiado longo, falaremos mais detalhadamente sobre as propriedades do anis noutro post e vamos agora focar nos meios de cultivo. No final do post vejam também o nosso vídeo explicativo que filmámos ao longo de 4 meses para mostrar todas as fases de desenvolvimento da planta, desde o cultivo até à colheita e conservação.



É importante dizer que o rendimento aproximado do anis é de 600kg a 1ton/ha, o que se converte num baixo rendimento quando cultivado em vaso, por isso, é aconselhável fazer vários vasos ou cultivar numa área maior da horta ou do jardim para obter uma boa quantidade de sementes. Vejam agora o nosso infográfico com a ficha técnica do cultivo do anis.

 

Anis / Erva Doce - Do Cultivo à Colheita de Blog da Horta Biológica



VIDEO: Anis / Erva Doce (Pimpinella anisum) - Do Cultivo à Colheita



Como Fazer Hidrolato | Água Floral

Fazer hidrolatos é um excelente meio para tirar partido das propriedades medicinais das plantas, tanto na saúde física como emocional. O bem-estar que esta actividade proporciona é inquestionável. Desde o contacto com a natureza durante a colheita das plantas, ao aroma maravilhoso que deixa no ar durante a destilação e ás suas várias formas de utilização, fazer hidrolatos é uma belíssima forma de cuidarmos de nós e de quem nos é querido. 

Para este post, fizémos hidrolato de alecrim. Vamos explicar o que são hidrolatos, como se fazem e como se conservam. No final do post podem ver também o nosso vídeo explicativo onde mostramos como fazer, passo-a-passo.





O Que São Hidrolatos?


Os hidrolatos, também conhecidos por águas florais ou hidrossóis são obtidos por destilação a vapor. São, na realidade, um subproduto do processo de destilação de óleos essenciais. São muito aromáticos e refrescantes e têm propriedades medicinais e terapêuticas. São usados nos cuidados pessoais, especialmente para pessoas com pele sensível. Vamos então saber o que é necessário para fazer hidrolatos.



Materiais Necessários


  • 1 Panela de inox com tampa
  • 2 Recipientes de vidro resistentes ao calor (ambos têm de ter tamanho adequado para caberem dentro da panela)
  • Cubos de gelo e sacos de congelação
  • Funil
  • Frasco de vidro âmbar (previamente esterilizado)
  • Rótulo para o frasco



Ingredientes Necessários


  • Água destilada
  • Plantas frescas ou secas (nós usámos alecrim acabado de colher)

Não é necessário ter uma quantidade exacta de planta e água. Dependendo da quantidade de planta disponível, escolhe-se o tamanho da panela e a quantidade de água. 




Como Fazer


O método que vamos mostrar é caseiro e muito simples.

  1. No meio da panela, colocar um dos recipientes de vidro virado para baixo;
  2. Espalhar as plantas à volta do recipiente (deve-se colocar uma quantidade de planta suficiente para cobrir as laterais do recipiente);
  3. Adicionar água destilada (deve-se adicionar uma quantidade de água destilada suficiente para cobrir as plantas e as laterais do recipiente);
  4. Em cima do recipiente, colocar o outro recipiente de vidro virado para cima. Este é o recipiente que vai recolher a água floral;
  5. Colocar a tampa (invertida) sobre a panela;
  6. Em cima da tampa colocar um saquinho de cubos de gelo. É importante ter previamente preparados alguns saquinhos de cubos de gelo, pois durante o processo de destilação o gelo irá derreter e será necessário ir trocando os sacos;
  7. Deixar em lume brando por cerca de 45 minutos;
  8. O calor a baixo e o gelo a cima causam condensação dentro da panela e o hidrolato, que também contem pequenas partículas de óleos essenciais, será colectado dentro do recipiente de vidro; 
  9. Ao final dos 45 minutos, desligar o lume e deixar arrefecer;
  10. Com a ajuda de um funil, verter o hidrolato para dentro de um frasco de vidro âmbar;
  11. Colocar um rótulo com o nome do hidrolato e a data em que foi feito.


Quantidade de Hidrolato


A quantidade final de hidrolato irá sempre variar de acordo com vários factores, tais como:

  • A quantidade de planta disponível;
  • Se a planta usada é fresca ou seca;
  • Se a planta for fresca, a quantidade de água na sua composição que, por sua vez, depende de factores como a chuva, a humidade do ar e o solo. Ainda que as plantas possam ser retiradas vez após vez do mesmo arbusto, o resultado final poderá não ser sempre o mesmo.

Para saber o rendimento aproximado, pode-se pesar a quantidade inicial de planta e a quantidade final do hidrolato. No entanto, conforme dissemos, os resultados poderão sempre variar.

Se, ao final dos 45 minutos, houver pouca quantidade de hidrolato, pode-se continuar a adicionar água destilada dentro da panela e continuar o processo por mais algumas horas. É importante estar sempre por perto para ir trocando os saquinhos dos cubos de gelo e verificar se é necessário adicionar mais água dentro da panela.



Como Conservar


A melhor forma de conservar os hidrolatos e prolongar a sua vida útil é em frascos de vidro, num local escuro e fresco. Podem ser armazenados no frigorífico, mas nunca no congelador. Nestas condições poderão durar até 2 anos. Para mais informações sobre a conservação dos hidrolatos, visitem o nosso post Como Conservar Hidrolatos e Prolongar a Sua Vida Útil.



Formas de Utilização


Conforme mencionámos, os hidrolatos contêm as propriedades das plantas e, por serem tão suaves, são excelentes para quem tem pele sensível. Podem ser usados de várias formas:
  • Saboaria natural
  • Tónico facial
  • Cuidados capilares
  • Formulação de cremes e loções faciais e corporais, ao ser adicionado na fase aquosa das emulsões
  • Aromaterapia


Fazer hidrolatos é muito simples e é uma forma de levar uma vida mais natural. Experimentem e não vão querer outra coisa! :)

Se gostaram deste post, poderão também gostar do nosso post Como Fazer Hidrolato em Alambique


Vejam agora o nosso vídeo onde mostramos como fazer na prática. Se ainda não subscreveram o nosso canal do Youtube aproveitem a oportunidade para o fazer para receberem, em primeira mão, os nossos conteúdos sobre o incrível mundo das plantas!



VIDEO - Como Fazer Hidrolato | Água Floral












Coleta e Extração de Mel Puro

Alguma vez viram como se faz a coleta do mel? É todo um processo giríssimo e neste post vamos falar sobre cada um dos passos, desde a abertura da colmeia até obter um mel puro e maravilhoso! No final do post vejam o nosso vídeo onde mostramos todas as fases desde a colheita, à centrifugação, filtragem e armazenagem do mel.





Quer tenham apenas curiosidade na apicultura ou estejam a pensar iniciar-se nesta área, deixamos aqui várias dicas e conselhos práticos para uma coleta ótima.


Quando Fazer a Coleta?


A coleta deve ser feita no pico do verão, a partir do momento em que tenha terminado a floração, geralmente a partir do mês de Julho.

Nós fizemos durante o mês de Agosto, após várias visitas regulares à colmeia durante o ano para garantir o bem-estar das abelhas.

A coleta do mel deve ser feita durante o dia quando a maior parte do enxame está fora da colmeia à procura de alimento no campo. Habitualmente isso acontece nas horas de maior calor. Ao fim do dia as abelhas regressam a colmeia da qual já não saem após o anoitecer.



Quais os Materiais Necessários?


É importante ter todo o material limpo, organizado e pronto a usar antes de sair para o campo.

Aqui fica a lista de vestuário e materiais necessários:


Vestuário
  • Fato de apicultor
  • Luvas grossas
  • Botas ou calçado fechado

Materiais
  • Saca-quadros 
  • Fumigador + Isqueiro (Opcional. Cuidado com os incêndios!)
  • Escova
  • Raspador
  • Caixa para transportar os quadros (Opcional)
  • Faca de desopercular (Pode ser elétrica ou não)
  • Filtros
  • Centrifugador
  • Frascos de vidro para armazenar


Como Fazer a Coleta?

  1. Usando todo o material de proteção, começar por abrir a colmeia. Devemos estar posicionados atrás da entrada da colmeia ou de lado;
  2. Depois de tirar a tampa, usar um saca-quadros e ver os quadros um por um em cada uma das alças (ou meias-alças conforme o tipo de colmeia). Nesta tarefa há quem use um fumigador para afastar as abelhas. Nós deixámos de o fazer para diminuir o risco de incêndio florestal;
  3. Escolher os quadros a retirar conforme a quantidade de mel que exista nos favos;
  4. Antes de ir embora, voltar a fechar a colmeia com muito cuidado para não esmagar as abelhas.


Que Quantidade Retirar da Colmeia?


As abelhas produzem mais do que consomem, mas o apicultor não deve tirar mais de 30% do mel da colmeia para não por em risco a subsistência do enxame.

A caixa maior na parte de baixo da colmeia é o ninho, do qual não se retira o mel. Além da criação contém reservas de mel e pólen que servem de alimento às abelhas nos meses de inverno.



Transporte Até ao Local de Extração


O transporte dos quadros pode ser feito de duas formas. Pode-se levar a alça (ou meia-alça) toda ou colocar os quadros numa caixa, o que permite transportar menos abelhas para longe da colmeia.

Nós fazemos a retirada dos quadros e usamos uma escova própria para afastar as abelhas cuidadosamente. Colocamos os quadros um por um na caixa colocando sempre a tampa para que as abelhas não entrem. Acreditem que não vão querer levá-las convosco até a casa!

Transportamos a caixa até às proximidades do local de extração e examinamos a caixa para ter a certeza que não há abelhas, pois se houver estas irão chamar o enxame para o local onde se encontra o mel.


Centrifugação


O centrifugador pode ser elétrico ou manual e deve estar previamente limpo e pronto a receber o mel;

  1. Com uma faca de desopercular, cortar os favos de ambos os lados de cada um dos quadros e colocá-los dentro do centrifugador. A centrifugação vai extrair o mel dos favos;
  2. Após centrifugar, os quadros devem voltar a ser colocados na caixa ou na alça para serem devolvidos à colmeia. 
Os quadros devem ser colocados na colmeia tal como estão, ou seja, já com a cera puxada, ou seja, se colocarmos quadros com novas folhas de cera, as abelhas terão de consumir mais mel para construir novos favos. Assim, estamos a poupar-lhes trabalho!


Filtragem


  1. Para a filtragem utilizam-se dois filtros para separar o mel da cera e um recipiente grande para recolher o mel;
  2. Basta abrir a boca de saída do centrifugador para o mel e a cera começarem a sair;
  3. A cera fica nos filtros e o mel no recipiente.
Quando o mel já está limpo, pode ser armazenado.



Armazenagem


O mel deve ser armazenado em frascos de vidro bem vedados, num local fresco e seco. Se estiver num local frio vai ficar quase sólido e vai ser difícil de retirar do frasco. É o que acontece quando o mel é puro!


O Que é Mel Puro?


O mel puro é o mel tal como é extraído da colmeia sem passar por qualquer processo industrializado.

O mel que é vendido comercialmente em grande escala passa por processos de refinamento que o tornam mais transparente e apelativo ao consumidor, mas que remove nutrientes benéficos como o pólen, enzimas e antioxidantes. Também é sabido que, ao mel comercializado, são adicionados açúcares e outros adoçantes para reduzir custos de produção.

Existem várias formas de distinguir mel puro do mel industrializado, das quais falaremos noutro post para que este não fique demasiado longo.


O Que Fazer Com a Cera?


A cera que ficou no extrator e no filtro pode ser derretida e purificada para poder ser usada no fabrico de produtos artesanais, como por exemplo sabão, cosméticos e velas.

Vejam o nosso post e vídeo Como Limpar Cera de Abelha para saberem como derreter, filtrar e armazenar este maravilhoso produto natural.



Para uma melhor compreensão de todo este processo, vejam o nosso vídeo explicativo onde mostramos o passo-a-passo da coleta do mel.


VIDEO - Coleta e Extração de Mel Puro