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Sabão Liquido de Hidróxido de Potássio Para as Pragas da Horta e Lavandaria

A pedido dos nossos leitores açoreanos, vamos ensinar a fazer sabão de hidróxido de potássio e coco para as pragas da horta e do pomar...e não só!

Antes de mais, agradecemos aos nossos leitores por nos acompanharem e confiarem no nosso trabalho e aproveitamos para enviar um grande abraço para quem nos segue nas maravilhosas ilhas do Açores!

No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos detalhadamente como fazer este sabão.




Para este post, formulámos um sabão que, para além de levar poucos ingredientes, é muito eficaz a combater as pragas da horta e do pomar, assim como a lavar as roupas na lavandaria caseira.

Vamos começar por saber quais os ingredientes e compreender o porquê de cada um.


Ingredientes


  • 141g de Óleo de coco extra virgem prensado a frio
  • 94g de Azeite puro extra virgem
  • 60,11g de Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza *
  • 180,32g de Água destilada


* O hidróxido de potássio é altamente higroscópico, o que significa que tem uma forte capacidade de absorver a humidade do ar. Por esta razão, assim que for pesado, deve ser imediatamente fechado no seu recipiente e o mesmo deve ser bem armazenado para evitar a sua deterioração. Depois de fechar o frasco, nós colocamo-lo dentro de um saco bem fechado e guardamo-lo num armário para evitar o contacto com a humidade. Vejam as imagens no video para uma melhor compreensão.


Se não tiverem uma balança de precisão, devem fazer os arredondamentos por defeito, nunca por excesso.


Importante: Este é um sabão sem sobre-engorduramento, pelo que não serve para uso cutâneo!



Porquê Estes Ingredientes


Antes de mais é importante lembrar que todos os ingredientes têm de ser de alta qualidade! Por vezes, quando o sabão não é feito para uso cutâneo mas sim sim para as pragas e lavagem de roupa, há a tentação de utilizar óleos de baixa qualidade. Neste caso, desaconselhamos totalmente, uma vez que o objectivo deste sabão é também nutrir e cuidar das plantas. 

Por outro lado, também queremos frisar que esta fórmula foi calculada com base em óleos puros. Cada óleo tem o seu índice de saponificação, o que significa que, se forem usados óleos duvidosos (ou seja, óleos que não sejam realmente extra virgem), o resultado poderá ser um fiasco.

Se nunca fizeram sabão antes e não estão familiarizados com o processo nem com os termos técnicos que utilizamos neste post, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Vamos então ver cada um dos ingredientes:


  • Óleo de coco extra virgem prensado a frio: o sabão de coco é extremamente eficaz no controlo de pragas da horta (saibam mais no nosso post Calda de Sabão e Óleo Vegetal). Para além disso, o coco é altamente nutritivo e utilizado como adubo orgânico no crescimento e desenvolvimento saudável das plantas.
  • Azeite puro extra virgem: o azeite pode ser simples ou macerado de plantas repelentes de pragas, tais como a hortelã-pimenta, o alecrim, o tomilho etc. Saibam mais sobre macerações no nosso post Como Fazer Uma Maceração e mais sobre as plantas e suas utilizações no nosso livro Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais. A utilização do azeite nesta fórmula tem duas funções. Uma delas é trazer mais propriedades benéficas ao sabão e a outra é obter uma consistência final mais fácil de trabalhar, uma vez que um sabão 100% coco fica muito mais espesso e difícil de quebrar para depois diluir.
  • Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza: o potássio é um dos nutrientes essenciais para a plantas e o sabão de potássio, para além de ajudar a controlar as pragas, vai contribuir para a protecção, nutrição e crescimento das plantas. Tem de ter 90% de pureza para garantir eficácia na reacção de saponificação. 

  • Água destilada ou água da chuva: é usada por ser livre de impurezas, minerais e contaminantes. A água destilada tem de ser usada para garantir que as reacções químicas ocorram conforme o esperado e para garantir a pureza, precisão e consistência do produto final.




Os Materiais


Para fazer este sabão é necessário reunir alguns materiais. Os que marcámos a azul, terão de ficar para uso exclusivo do fabrico de sabão pois, para a segurança alimentar, não se podem usar os mesmos materiais para cozinhar alimentos e para fazer sabão (devido às reacções químicas entre as gorduras e o hidróxido de potássio, também conhecido por potassa cáustica). 


Nenhum dos materiais poder ser de alumínio devido à reacção com o hidróxido de potássio!


Esta lista de materiais está por ordem de utilização durante o fabrico do sabão. 

  • 1 Balança digital de cozinha (tem mesmo de ser digital para uma maior precisão na pesagem dos ingredientes)
  • Panela de aço inox
  • 2 Tigelas para pesar os óleos (aconselhamos a pesar separadamente para o caso de haver erros e ter de retificar as quantidades)
  • 2 Colheres de sopa para ajudar a retirar o óleo de coco do frasco se estiver sólido
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para a água
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para o hidróxido de potássio
  • 1 Base de panela
  • 1 Colher de inox para dissolver o hidróxido na água
  • 1 Espátula de cozinha para raspar as tigelas com os óleos
  • 1 Espátula para mexer a solução da potassa com os óleos
  • 1 Varinha mágica (sim, tem mesmo de ser exclusiva para o fabrico de sabão!)
  • 1 Termómetro digital de cozinha
  • Colher pequena (para ajudar nos testes de pH)
  • 1 Pyrex
  • Fitas de pH
  • 1 Colher grande (para ajudar a transferir o sabão para um recipiente)
  • 1 Recipiente com tampa para guardar o sabão em massa no final
  • 1 Recipiente medidor de água
  • 1 Fervedor de água, que será muito útil na diluição
  • 1 Funil
  • 1 Recipiente para guardar o sabão em estado liquido no final

Estes são os materiais que usamos. Alguns destes materiais são obrigatórios, outros poderão ser adaptados conforme o que tenham em casa. Vejam o nosso vídeo para uma melhor compreensão.


O Equipamento de Segurança


Como sempre, o equipamento de segurança é mais do que obrigatório e aqui ficam todos os elementos necessários:


  • Óculos de protecção
  • Luvas de borracha
  • Máscara facial. As máscaras cirúrgicas (também conhecidas como "máscaras do Covid") não são eficazes para lidar com reacções químicas, pelo que devem ser usadas máscaras mais fechadas.
  • Bata com mangas compridas e sapatos fechados. Toda a pele deve ficar bem protegida.
Vejam todas as advertências sobre a segurança no fabrico de sabão no nosso post Como Fazer Sabão.



Como Fazer Sabão Líquido de Hidróxido de Potássio


Em primeiro lugar há que saber que o resultado nunca é um sabão líquido, mas sim uma massa espessa que só depois de diluída fica em gel ou mesmo líquida conforme o rácio de diluição.

Este sabão é feito pelo Processo a Quente, ou seja, o sabão vai ser cozinhado e não precisará de cura depois de estar feito. Mais uma vez, se não compreendem estes termos, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Antes de começarmos o passo-a-passo, recomendamos vivamente a ter um caderno de registos cada vez que fazem o vosso próprio sabão, para que possam apontar (e mais tarde relembrar) todos os detalhes importantes de cada lote de produção. Aqui fica o caderno que usamos e recomendamos a todas as pessoas que fazem sabão em casa, seja para uso pessoal, para oferecer ou para vender:






Vamos então partilhar convosco como fazemos este sabão em casa. Vejam de seguida todos os detalhes:

  1. Começar por pesar a panela de inox vazia (a nossa pesa 374g). Saber o peso da panela vai ser crucial no final de todo o processo;
  2. Pesar os óleos separadamente, cada um na sua tigela;
  3. Pesar a água;
  4. Colocar todo o material de segurança antes de começar a lidar com o hidróxido de potássio;
  5. Pesar o hidróxido de potássio;
  6. Adicionar os óleos à panela (usar a espátula de cozinha para retirar todo o óleo das tigelas, de forma a não haver desperdícios nem grandes diferenças na quantidade dos mesmos);
  7.  Ligar o fogão em lume baixo; (Não é preciso aquecer muito. É mesmo só até o óleo de coco derreter por completo).
  8. Enquanto as gorduras aquecem, deitar o hidróxido sobre a água (nunca o contrário!) e mexer com uma colher de inox;
  9. Após estar dissolvido, adicionar a solução da água às gorduras na panela;
A partir daqui é crucial controlar constantemente a temperatura ao mesmo tempo que se mexe a solução!

    10. Medir a temperatura e mexer a solução com a espátula exclusiva para o fabrico de sabão. A temperatura da solução não deve passar dos 70ºC. Para quem tem um Crockpot (panela que mantém a temperatura) isso não será um problema, mas para quem não tem, como é o nosso caso, é necessário ir pondo e tirando a panela do lume para garantir que não passa dos 70ºC;
     11. Após agitar um pouco a solução com a espátula, usa-se a varinha mágica. Vai-se batendo a solução durante alguns minutos, sempre monitorizando a temperatura, numa combinação de agitação e um pouco de calor do fogão;
     12. Quando a massa ficar demasiado espessa para a varinha mágica, volta-se a usar a espátula. Para nós, a massa levou 8 minutos a chegar a este ponto;
       13. Quando a massa já está bem espessa e começa a deitar um pouco de vapor, desliga-se o fogão e pode-se continuar a cozinhar a massa apenas com o calor da panela;
       14. Assim que a massa chegar ao ponto de ficar parecida com puré de batata, mas bem mais espessa, é provável que esteja pronta. Para isso fazemos o teste de pH;
      15. Para fazer o teste de pH colocar água num pyrex, adicionar apenas um pouco de massa do sabão (para um resultado mais fidedigno, retirar da parte de dentro da massa e não da parte de fora) e mexer bem. Adicionar um pouco de água a ferver, pois ajuda a dissolver melhor o sabão;
        16. Colocar uma tira de pH na água e verificar o resultado. O ideal de pH do sabão é entre os 8 e os 10. A nossa massa tem um pH 8, o que significa que a massa está cozinhada e o sabão está pronto;
         17. Deixar esfriar por completo antes de passar à fase seguinte.



Armazenamento e Diluição


Para armazenar e diluir precisamos de um pouco de matemática, mas nada de muito complicado.

Obtivemos um total de 429g de massa. Como é que sabemos isto? Sabemos porque tirámos a tara da panela ao início (374g) e voltámos a pesar a panela após a massa esfriar (803g).  803-374 = 429g de massa.

Para este post e vídeo, decidimos dividir a massa a meio para podermos mostrar como armazenar e como diluir, tanto para a usar contra as pragas da horta como para a lavandaria caseira. Vamos por partes:

  1. Depois de fria, com a ajuda de uma colher e uma espátula, retirámos sensivelmente metade da massa da panela.
  2. Após esta retirada, a panela ficou a pesar 632g. Então, 632 - 374 = 258g. Esta foi a quantidade que ficou na panela para ser diluída.
  3. 429 - 258 = 171g. Esta foi a quantidade que armazenámos para diluição posterior.


Armazenamento

As 171g para diluição posterior, foram armazenadas num recipiente de plástico com tampa. Pode ser guardado num local fresco à temperatura ambiente.


Diluição Para Lavandaria

As 258g que ficaram na panela foram diluídas para fazer detergente para roupa. 

Agora, como diluir?

O rácio ideal para este efeito é de 1:1,5

Portanto, 1 parte da sabão para 1,5 partes de água (258g x 1,5 = 387g de água).

  1. Pesar 387g de água;
  2. Usar um fervedor para ferver rapidamente a água. A água quente vai ajudar a quebrar e dissolver a massa espessa. Ao ferver, perde-se sempre um pouco de água na evaporação mas, para este efeito, não faz grande diferença;
  3. Adicionar a água a ferver à panela, usar a espátula para quebrar um pouco a massa distribuindo-a melhor pela água e deixar descansar por alguns minutos;
  4. Utilizar a varinha mágica até que fique um líquido homogéneo;
  5. Nesta fase podem ser adicionados óleos essenciais. Nós preferimos usar o detergente neutro;
  6. Deixar esfriar por completo;
  7. Depois de frio, com a ajuda de um funil, verter para um recipiente adequado ao uso na lavandaria.
A utilização deste detergente é igual à dos detergentes convencionais, ou seja, devem ser usadas as doses recomendadas de acordo com a dureza da água.


Diluição Para as Pragas da Horta


As 171g que guardámos para mais tarde, foram diluídas para pulverizar as pragas da horta e do pomar. 

O rácio de diluição para pulverização varia conforme o tipo de sabão, as pragas a combater e o quão atacadas as plantas estão. De forma a obter um líquido pulverizador suave, para plantas pouco atacadas, vamos usar um máximo de 10L de água para diluição. Os 10L facilitam-nos esta tarefa uma vez que temos uma panela de 10L ou podem ser usados 2 garrafões de água de 5L em alternativa. 

Muitos pulverizadores para hortas caseiras também são de 5L, por isso, aconselhamos a fazer as diluições de acordo com estas proporções, mudando apenas a quantidade de sabão de acordo com a severidade do ataque das pragas na horta.

Sendo que este sabão é difícil de quebrar aconselhamos a iniciar a diluição da mesma forma que fizémos para o detergente de lavandaria, ou seja, colocar água a ferver na panela, num rácio de 1:1,5, quebrar e dissolver o sabão e depois então colocar o sabão na panela ou dividir por dois garrafões, enchendo com água até a cima. Assim, obtemos uma calda de sabão!


Como Aplicar na Horta e no Pomar


Transferir a calda para um pulverizador.

A calda só deve ser utilizada se forem observadas pragas. Não deve ser utilizada meramente como método preventivo.

Deve ser aplicada directamente sobre os insectos de corpo mole, tais como pulgões, piolhos, cochonilhas, lagartas, moscas brancas e traças. Não é demais lembrar para terem o cuidado de não pulverizar directamente sobre os insectos benéficos, tais como as joaninhas e a abelhas.

A aplicação pode ser feita entre uma a duas vezes por semana, de manhã cedo ou ao fim do dia. Aplicar nos caules e folhas, não esquecendo a parte de trás das folhas onde há maior concentração de pragas.

Deve-se evitar a aplicação em dias de vento e nas horas de maior calor.



Este post já vai longo e com ele esperamos ter ajudado os nossos leitores! Para uma maior compreensão de todo este processo, vejam agora o nosso vídeo, onde mostramos cada passo detalhadamente.

Um grande abraço e um xi coração para os nossos leitores que nos acompanham nos Açores e em todo o mundo!





















Xarope Natural de Ervas, Limão e Mel | Para Tosse Seca e Sintomas de Gripe

Cá em casa gostamos não só de cultivar, mas também de tirar o máximo proveito das plantas. Por isso mesmo, utilizamo-las muito para além da alimentação. As plantas são também maravilhosas para melhorar o bem-estar físico e emocional. Assim, hoje vamos partilhar mais uma dica. Vamos mostrar como fazemos xarope natural com ervas, limão e mel. Todos os ingredientes que usamos são da nossa produção, biológicos, no seu estado mais puro e são todos eles indicados para acalmar estados gripais. No final do post vejam também o nosso vídeo explicativo, onde mostramos tudo passo a passo.



Este xarope é indicado para aliviar a tosse, a expectoração e as inflamações na garganta. Ao criarmos a nossa própria receita de xarope natural, tivemos em conta os ingredientes que tínhamos disponíveis na época e as propriedades curativas e medicinais de cada um. Vamos então começar por conhecer os ingredientes:


Ingredientes

  • Água - 200ml
  • Ervas (Orégão e Tomilho) - 25g de folhas. As folhas devem ser retiradas dos caules para que fiquem em pleno contacto com a água durante a decocção e a maceração).
  • Limão - 50ml de sumo de limão passado no passador. O número de limões necessário para obter 50ml de sumo é variável, dependendo do tamanho dos limões e da quantidade de sumo e polpa  presentes em cada um.
  • Mel Puro - 150g. É importante que o mel seja multifloral e não tenha um travo forte, caso contrário, o xarope poderá ficar intragável.

Para esta receita colhemos orégão e tomilho que nascem espontâneos na nossa horta. No entanto, são também ervas fáceis de cultivar em vaso. O tomilho é particularmente interessante de cultivar, pois é uma planta que está disponível todo o ano. Vejam neste post como cultivar tomilho.

Os limões foram colhidos directamente do nosso limoeiro para cozinha. Quem tem um terraço ou uma varanda jeitosa também pode plantar um limoeiro e colher limões várias vezes por ano.

O mel puro é da nossa produção (um grande bem-haja ás nossas abelhas!). Mel puro é o mel tal e qual como é extraído da colmeia, sem aditivos nem misturas duvidosas. Poderão ver como produzimos mel no post



Porquê Estes Ingredientes


Orégão: Para além de ser uma excelente fonte de vitaminas e minerais, tem acção expectorante, é anti-inflamatório, antioxidante e antimicrobiano. 


Tomilho: À semelhança do orégão, o tomilho também é uma excelente fonte de nutrientes, é expectorante, anti-inflamatório, digestivo, antioxidante e antisséptico. 


Limão: Rico em vitamina C, é também antioxidante, digestivo e hidratante. O limão é um dos alimentos anti-inflamatórios e fortalece o sistema imunitário.


Mel: Alivia a tosse e a garganta irritada, tem propriedades calmantes, antioxidantes, antimicrobianas e cicatrizantes. É um alimento excelente no reforço do sistema imunitário. 


Querem saber mais sobre o cultivo e utilização das ervas medicinais em casa? Poderão gostar de ler o nosso livro: "Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais - Cultivar, Cuidar, Colher, Conservar e Consumir - 30 Plantas e As Suas Propriedades". Saibam mais no link em baixo.




Como Fazer

  1. Depois de colher as ervas, retirar as folhas dos caules até obter 25g de planta;
  2. Colocar as folhas em 200ml de água e levar ao lume. O ojectivo é fazer uma decocção com fervura máxima de 5 minutos;
  3. Após a decocção, retirar do lume e deixar a panela tapada com a planta a macerar na água durante 24 horas;
  4. Coar a água para que fique totalmente livre dos restos de planta (colocar os restos de planta na compostagem);
  5. Da água que sobrou, utiliza-se 50ml;
  6. Fazer sumo de limão e coar para obter apenas o sumo, descartando a polpa (colocar a polpa na compostagem);
  7. Pesar 150g de mel;
  8. Colocar os 3 ingredientes numa panela em lume baixo até que o mel se dilua. Não deixar ferver! O objectivo é apenas diluir o mel para que os ingredientes se misturem. Os ingredientes podem ser colocados directamente na panela, mas nós preferimos colocar água na panela com um recipiente de vidro por cima e colocar os ingredientes no recipiente. Isto ajuda a que o mel não aqueça tanto nem tão depressa, o que ajuda também a preservar as suas propriedades;
  9. Assim que o liquido estiver homogéneo, desligar o fogão e retirar do lume;
  10. Deixar arrefecer um pouco e passar o xarope para um frasco de vidro previamente esterilizado.
O liquido fica ligeiramente espesso tal como o de um xarope convencional.

Esta receita dá cerca de 270ml de xarope. O rendimento final, depende da espessura do mel.



Algumas Dicas Extra

Cada pessoa tem o seu paladar e esta receita é apenas a nossa sugestão. Assim, depois de provarem pela primeira vez, e se quiserem ajustar a receita ao vosso gosto, ficam aqui algumas dicas:

  • Para um xarope mais aromático, poderão aumentar um pouco a quantidade de ervas, mantendo a mesma quantidade de água. 
  • Para um xarope menos ácido, diminuir a quantidade de sumo de limão. A acidez do limão é sempre variável e nós escolhemos esta quantidade de acordo com a acidez dos limões do nosso limoeiro.
  • A espessura do liquido final vai depender muito da espessura do mel. Não aconselhamos, no entanto, a adicionar muito mais mel. Em vez de aumentar a quantidade de mel, poderão diminuir a quantidade de sumo de limão, por exemplo. Voltamos também a frisar a importância de escolher um mel com sabor suave.



Como Tomar

  • Aconselhamos a deixar arrefecer por completo antes de tomar.
  • Tomar quando se tem os habituais sintomas de gripe e constipação. 2 - 3 colheres de sopa de xarope por dia. 
  • Agitar o frasco antes de cada toma.

Atenção: este xarope é muito saboroso e pode dar vontade de tomar...muitas vezes! Assim, é preciso ter cuidado e não tomar demais, principalmente quem é diabético!



Como Armazenar

Embora não seja necessário guardar no frio, o frasco pode ser colocado no frigorífico para que dure mais tempo e mantenha o liquido mais espesso.

Se guardado à temperatura ambiente pode durar cerca de 4 semanas.

Se guardado no frigorífico pode durar cerca de 6 semanas.



Medicina Natural vs Medicina Convencional

Embora os medicamentos naturais sejam muitas vezes eficazes e suficientes para a cura, é preciso lembrar que cada caso é um caso e o que resulta bem para algumas pessoas poderá não resultar para outras.

Como sempre, é importante lembrar que a medicina natural poderá não ser suficiente para  substituir a medicina convencional quando esta é realmente necessária. Se os sintomas gripais forem persistentes, é aconselhável consultar um médico ou farmacêutico.



VIDEO - Xarope Natural de Ervas, Limão e Mel | Para Tosse Seca e Sintomas de Gripe













Cataplasma: O Que É? Como Fazer? Como Aplicar?

Cataplasma é uma pasta de ervas medicinais que se aplica na pele para acalmar queimaduras, inflamações, pele irritada ou melhorar a circulação sanguínea. É um remédio natural para uso externo e, já na Antiguidade, os romanos e os gregos o usavam para tratar várias maleitas.

Estamos no pico da Primavera, altura em que há abundância de plantas, e é mesmo a altura indicada para trazer mais uma dica para um autocuidado mais natural. Neste post, vamos mostrar como fazer uma cataplasma com plantas frescas e com plantas secas, como escolher as plantas e como aplicar na pele. No final do post, vejam também o nosso vídeo explicativo onde mostramos tudo, passo a passo.





O Que É Uma Cataplasma?

Uma cataplasma é uma pasta feita com ervas medicinais maceradas e misturadas com água e argila. As ervas usadas podem ser frescas ou secas e o uso da argila, embora opcional, é bem aconselhado pois a argila, para além das propriedades curativas na pele, também ajuda a formar uma massa consistente que se torna mais fácil de aplicar.



Como Escolher As Plantas?

Pode ser usada apenas uma planta ou uma mistura de várias plantas. As plantas devem ser seleccionadas de acordo com o problema a tratar. Aqui ficam alguns breves exemplos de plantas que podem ser usadas individualmente ou em conjunto: 

Para aliviar dores musculares - Hortelã, Passiflora, Alecrim, Sálvia e Capuchinha
Para os cuidados cutâneos -  Calêndula, Alfazema, Camomila, Salsa e Rosa
Para aliviar dores menstruais - Anis (Erva-doce) e Sálvia
Para baixar a febre - Lúcia-lima, Erva-príncipe e Loureiro

Estas são apenas algumas sugestões e relembramos que as plantas e os seus princípios activos poderão ter efeitos diferentes em casa pessoa. Se tiverem reacções adversas a alguma planta, o seu uso deve ser descontinuado. Relembramos também que, infelizmente, os remédios naturais não substituem a medicina convencional quando esta se torna realmente necessária.


Saibam mais sobre plantas medicinais e as suas formas de preparação e utilização no nosso livro: "Os 5C's das Plantas Aromáticas e Medicinais - Cultivar, Cuidar, Colher, Conservar e Consumir, 30 Plantas e as Suas Propriedades".





Como Fazer?

Vamos ver como fazer esta pasta medicinal com ervas frescas e com ervas secas:


Com Ervas Frescas

  1. Escolher as plantas de acordo com o problema a tratar. Não há quantidades certas. Deve ser escolhida uma quantidade proporcional ao tamanho da área a tratar;
  2. Numa tijela, macerar as plantas. Aqui, quando falamos em macerar, referimo-nos a começar por esmagar a planta com um pilão para que depois liberte mais facilmente na pele os seus princípios activos;
  3. Adicionar apenas um pouco de água quente para ajudar a amolecer as plantas e continuar a macerar;
  4. Opcionalmente adicionar um pouco de argila* para ajudar a formar uma consistência pastosa. Quando formar uma pasta homogénea, a cataplasma está pronta a aplicar.
* Para fazer a cataplasma deste post e vídeo, utilizámos argila verde. Quem tem a pele muito sensível pode usar argila branca como alternativa.

Se ainda sobrar uma boa quantidade de planta, poderão fazer pequenos molhos e colocar a secar para posterior utilização ou poderão utilizar para fazer incensos naturais



Com Ervas Secas

Com as ervas secas o processo é semelhante. Apenas as quantidades de água e argila poderão variar, uma vez que as plantas estão secas.

  1. Escolher as plantas de acordo com o problema a tratar;
  2. Numa tijela, macerar as plantas;
  3. Adicionar um pouco de água quente para ajudar a amolecer as plantas e continuar a macerar;
  4. Opcionalmente adicionar um pouco de argila para ajudar a formar uma consistência pastosa. Quando formar uma pasta homogénea, a cataplasma está pronta a aplicar.
Os restos das plantas secas podem ser colocados na compostagem.



Como Aplicar?

A cataplasma pode ser aplicada a frio ou a quente, em função do fim terapêutico. Se for para aliviar dores musculares, aconselhamos a aplicar a quente. Se for para acalmar queimaduras da pele, aplicar a frio.

Aplicar a pasta sobre a zona afectada e cobrir com uma gaze, ligadura ou pano de algodão para assegurar o contacto com a pele. Há quem aplique apenas a pasta sobre a pele sem ligaduras. No entanto, aconselhamos a usar, pois estas ajudam a manter a pasta no sítio, principalmente se for aplicada numa zona onde esteja sujeita a escorrer. 

Deixar actuar entre 10 minutos a 1 hora para usufruir de todos os seus efeitos emolientes, anti-inflamatórios e calmantes.




E Depois de Usar?

Depois de usar, a pasta deve ser colocada na compostagem, uma vez que é totalmente natural. Se a gaze ou ligadura for 100% natural, poderá ser colocada na compostagem também. Se for usado um pano de algodão, poderá ser lavado e reutilizado.


Esperamos que tenham gostado das dicas de hoje e não se esqueçam de espreitar o nosso vídeo no YouTube para verem, na prática, como fazer estas pastas medicinais. Se ainda não subscreveram o nosso canal, aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder pitada!













Cera de Abelha em Pérolas: Como Fazer em Casa

Já mostrámos aqui no blog como retiramos a cera de abelha da nossas colmeias e como fazemos para limpar a cera para que possa ser usada. Também já mostrámos como usar a cera em pequenas quantidades para fazer creme natural. Mas sabiam que a cera de abelha pode ser danada de usar quando já não é nova? Por isso mesmo é bom armazená-la em pérolas, ou seja, formato granulado. Antes de mostrarmos como fazer, poderão também gostar de ver o nosso post Como Limpar / Purificar Cera de Abelha: Derreter, Filtrar e Armazenar. No final deste post, vejam também o vídeo explicativo com o passo a passo para armazenar a cera em pérolas.



Vamos então ver este método caseiro para fazer estas pequenas pérolas! 


Materiais Necessários

  • Cera de abelha já limpa (a quantidade é a que tiverem disponível ou a que quiserem derreter)
  • Panela com água até 2 dedos de altura
  • Caldeirinha para derreter cera de abelha (em alternativa pode ser usado um pyrex)
  • Molde de silicone apropriado (nós usámos bases de panela que servem para este efeito
  • Espátula ou outro objecto semelhante para espalhar a cera no molde
  • 1 Toalha de papel ou folha de papel vegetal 
  • Frasco hermético para armazenar a cera



Como Fazer

  1. Colocar a cera de abelha na caldeirinha e derreter na panela em banho-maria. O ponto de fusão da cera de abelha é aos 70ºC;
  2. Verter a cera para o molde e espalhar com a ajuda da espátula. A cera deve ficar bem distribuída pelos alvéolos;
  3. Deixar arrefecer por completo;
  4. Depois de frias, retirar as pérolas do molde utilizando uma folha de papel por baixo;
  5. Com as pérolas todas sobre a folha de papel, passá-las cuidadosamente para um frasco hermético;
  6. Guardar o frasco num local fresco e seco.

A cera de abelha em pérolas facilita o trabalho quando queremos usá-la em pequenas quantidades. Poderão gostar de ver o nosso post e vídeo Creme Hidratante Natural | Tutorial Passo a Passo | Receita Para Todos os Tipos de Pele onde mostramos como usar a cera de abelha para cuidar da pele do rosto.

Aqui fica o nosso vídeo onde mostramos tudo!








Elixir / Enxaguante Bucal com Ervas Aromáticas

Quase tudo pode ser feito a partir das plantas! É muito bom saber que podemos fazer os nossos próprios produtos em casa com ingredientes simples e naturais que respeitam a saúde e o meio ambiente...precisamente porque vêm dele! Então, hoje vamos partilhar convosco a nossa receita de elixir ou enxaguante bucal com plantas biológicas que são excelentes nos cuidados de saúde da boca e da garganta. Grandes notícias para quem não quer gastar demasiado dinheiro nos elixires sintéticos que se encontram no supermercado! No final do post vejam também o nosso vídeo explicativo com o passo a passo desta receita.




Para este elixir, recorremos às plantas que temos espalhadas pelo jardim e pela horta.

Vamos então ver quais os ingredientes e porque usá-los.


Ingredientes

  • Hortelã comum (Mentha spicata): 1 pequeno raminho é suficiente;
  • Salsa (Petroselinum crispum): 1 pequeno raminho também é suficiente;
  • Folha de limoeiro (Citrus limon): 1 folha. É importante que a folha seja nova e tenra e que esteja limpa e livre de pragas e doenças;
  • Alecrim (Rosmarinus officinalis): q.b.;
  • Sementes de funcho (Foeniculum vulgare): q.b.;
  • Bicarbonato de sódio: 1/4 de colher de chá;
  • Óleo essencial de Tea Tree: 4 gotas;
  • Água: o suficiente para fazer uma infusão.


As plantas usadas nesta receita podem ser frescas ou secas. Nó usámos uma mistura. A hortelã, a salsa e a folha do limoeiro foram apanhadas na hora. O alecrim e as sementes de funcho já tinham sido colhidos anteriormente e foram usados em seco.


Criámos esta receita para um frasco de 125ml de elixir. Caso estejam a matutar o que será "um pequeno raminho" ou as quantidades "q.b." ou "o suficiente para uma infusão" vejam o vídeo mais a baixo para ficarem completamente esclarecid@s.



Porquê Estes Ingredientes

Hortelã comum: é excelente para o sistema digestivo em geral e ajuda a manter o hálito fresco.

Salsa: também combate o mau hálito e acalma irritações da boca.

Folha de limoeiro: tem propriedades anti-inflamatórias e ajuda a atenuar as aftas, a gengivite e aliviar inflamações na garganta.

Alecrim: é antibacteriano e anti-inflamatório. Melhora o hálito e alivia as inflamações nas gengivas.

Funcho: também tem excelentes propriedades para todo o sistema digestivo e é  expectorante.

Bicarbonato de sódiomuito eficaz na higiene bucal. Alivia as inflamações da boca e ajuda a reduzir as manchas nos dentes, mantendo-os mais limpos e brancos.

Óleo Essencial de Tea Tree (também conhecido por Árvore do Chá ou Malaleuca): o campeão dos antibacterianos, com grande poder de desinfecção da boca e ajuda a manter o hálito fresco por mais tempo.


As plantas presentes nesta receita poder ser alteradas desde que tenham propriedades adequadas para uma boa higiene bucal.

Saibam mais sobre as propriedades e formas de utilização destas e de muitas outras plantas no nosso livro: "Os 5 C’s das Plantas Aromáticas e Medicinais: Cultivar, Cuidar, Colher, Conservar e Consumir – 30 Plantas e as Suas Propriedades".



Materiais Necessários

  • Utensílios para fazer uma infusão;
  • 1 frasco de vidro de tamanho médio para fazer a mistura de vários ingredientes;
  • 1 colher;
  • 1 funil;
  • 1 pequena garrafa de vidro âmbar com tampa larga (nós usámos uma com capacidade para 125ml). É aconselhável que seja âmbar para preservar melhor o líquido com óleo essencial.



Como Fazer

Agora que temos todos os ingredientes e que sabemos porque devemos utilizá-los, vamos ver como preparar o elixir:

  1. Preparar uma infusão. As ervas devem ficar na água por 5 minutos;
  2. Passar o equivalente a 125ml para o frasco misturador e deixar esfriar por completo. A restante infusão pode ser usada para fazer mais frascos ou para beber. Esta é uma mistura muito agradável e dá um belíssimo chá!
  3. Depois de esfriar, adicionar à infusão 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio e misturar bem;
  4. Adicionar 4 gotas de óleo essencial de Tea Tree e misturar bem;
  5. Com um funil, passar a mistura para a garrafa de vidro âmbar.
  6. Pronto a usar!



Como Usar e Conservar

A quantidade de elixir colocada na tampa é suficiente para bochechar e gargarejar.

O ideal é usar uma vez por dia.

Agitar bem a garrafa antes de cada utilização.

Não pode ser ingerido devido à presença do óleo essencial.

Este elixir dura até 2 meses. Não necessita de frio, mas pode ser guardado no frigorífico para ser usado mais fresco.



Esperamos que tenham gostado da nossa receita! Vejam agora o nosso vídeo com todos os detalhes e se ainda não subscreveram o nosso canal do YouTube aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder pitada!


VIDEO - Elixir / Enxaguante Bucal com Ervas Aromáticas







Fertilizante Natural Para as Plantas | 3 Ingredientes | 7 Formas de Utilização

Hoje vamos partilhar uma receita caseira e natural para fertilizar as plantas. Com apenas 3 ingredientes que podem ser usados individualmente ou em conjunto, esta é uma receita muito completa para proporcionar óptimas condições de crescimento num solo equilibrado e rico em nutrientes. 

Estas dicas e receitas estão também no nosso livro: Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais - Cultivar, Cuidar, Colher, Conservar e Consumir - 30 Plantas e as Suas Propriedades. No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos, detalhadamente, todas as formas de utilização.



Este fertilizante caseiro é muito simples e económico, sendo composto por ingredientes tão singelos como as cascas de ovo, as cascas de banana e as borras de café. Estes ingredientes que já tem na sua cozinha farão maravilhas pelas suas plantas! Vamos ver porque devemos usá-los.


Porquê Estes Ingredientes?

As plantas necessitam principalmente de azoto (N), fósforo (P) e potássio (K) para um desenvolvimento equilibrado e saudável. O ovo, a banana e o café fornecem cada um destes nutrientes.

  • Cascas de ovo: são ricas em cálcio (Ca), magnésio (Mg) e potássio (K) que enriquecem o solo e contribuem para um óptimo desenvolvimento das plantas. As casca de ovo são também usadas para corrigir os solos mais ácidos;
  • Cascas de banana: são uma excelente fonte de potássio (K) e fósforo (P), fornecendo também cálcio (Ca) e magnésio (Mg) às plantas;
  • Borras de café: possuem todos os 3 ingredientes principais, azoto (N), fósforo (P) e potássio (K). Pela sua acidez, podem também ser utilizadas para corrigir os solos mais alcalinos.



Formas de Utilização

Existem muitas formas simples de utilizar estes ingredientes, o que faz deles excelentes aliados nos cuidados com as plantas, especialmente quando se dispõe de pouco tempo. Vamos ver as várias formas de utilizar estes ingredientes, individualmente ou em conjunto.


Usar os Ingredientes Individualmente


#1 Utilizar as Cascas de Ovo Inteiras

O ideal é quebrar as cascas em pequenos pedaços e misturá-las com a terra. Podem ser quebradas com as mãos ou, ainda melhor, com um pilão. Quando deixadas à superfície, são também uma excelente armadilha para lesmas e caracóis.


#2 Utilizar as Cascas de Ovo em Pó

Quando trituradas e reduzidas a pó, são mais facilmente absorvidas pelo solo. Triturar com um moedor de grãos de café e peneirar. Para esta tarefa aconselhamos o uso de máscara para não inalar o pó.


#3 Cascas de Banana Cortadas em Pedaços

Em vez de descartar as cascas de banana ou de colocá-las na compostagem, estas podem ser cortadas em pequenos pedaços e misturadas com a terra junto à base das plantas.


#4 Decocção de Cascas de Banana

A decocção de cascas de banana é usada para pulverizar ou regar as plantas.

  1. Separar cascas de 2 bananas grandes para 1L de água;
  2. Deixar ferver por 5 minutos;
  3. Deixar arrefecer e coar.

Por ser um líquido concentrado deve ser diluído em água.

  • Para pulverizar: 1 copo de líquido de banana para 4 copos de água.
  • Para regar: 1 copo de líquido de banana para 2 copos de água.

Aplicar este fertilizante a cada duas semanas.


#5 Borras de Café na Base das Plantas

Aplicar um pouco de borras de café à volta do pé da planta e remexer a terra para um melhor resultado.


Usar os Ingredientes em Conjunto


#6 Cascas de Ovo + Borras de Café

A mistura das cascas de ovo com borras de café contribui para um solo equilibrado.


#7 Cascas de Ovo + Cascas de Banana + Borras de Café

A mistura dos 3: cascas de ovo, cascas de banana e borras de café constitui um fertilizante natural muito completo e eficaz para o crescimento das plantas.

  1. Seleccionar 3 partes iguais de cada ingrediente (uma chávena de cada, por exemplo). 
  2. Colocar no processador de alimentos e triturar. 
  3. Adicionar água q.b. para obter uma massa homogénea. 
  4. Aplicar à volta do pé das plantas uma vez a cada duas semanas.


Estes fertilizantes naturais podem ser usados tanto nas plantas pequenas como nas árvores. Por serem tão simples e não deitarem cheiros desagradáveis, podem ser feitos mesmo por quem vive em apartamentos e tem as plantas na cozinha.

Esperamos que tenham gostados de todas a dicas e vejam agora o nosso vídeo explicativo. Se ainda não subscreveram o nosso canal do Youtube, aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder pitada!

Um xi coração!