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Sabão Liquido de Hidróxido de Potássio Para as Pragas da Horta e Lavandaria

A pedido dos nossos leitores açoreanos, vamos ensinar a fazer sabão de hidróxido de potássio e coco para as pragas da horta e do pomar...e não só!

Antes de mais, agradecemos aos nossos leitores por nos acompanharem e confiarem no nosso trabalho e aproveitamos para enviar um grande abraço para quem nos segue nas maravilhosas ilhas do Açores!

No final deste post, vejam também o vídeo explicativo onde mostramos detalhadamente como fazer este sabão.




Para este post, formulámos um sabão que, para além de levar poucos ingredientes, é muito eficaz a combater as pragas da horta e do pomar, assim como a lavar as roupas na lavandaria caseira.

Vamos começar por saber quais os ingredientes e compreender o porquê de cada um.


Ingredientes


  • 141g de Óleo de coco extra virgem prensado a frio
  • 94g de Azeite puro extra virgem
  • 60,11g de Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza *
  • 180,32g de Água destilada


* O hidróxido de potássio é altamente higroscópico, o que significa que tem uma forte capacidade de absorver a humidade do ar. Por esta razão, assim que for pesado, deve ser imediatamente fechado no seu recipiente e o mesmo deve ser bem armazenado para evitar a sua deterioração. Depois de fechar o frasco, nós colocamo-lo dentro de um saco bem fechado e guardamo-lo num armário para evitar o contacto com a humidade. Vejam as imagens no video para uma melhor compreensão.


Se não tiverem uma balança de precisão, devem fazer os arredondamentos por defeito, nunca por excesso.


Importante: Este é um sabão sem sobre-engorduramento, pelo que não serve para uso cutâneo!



Porquê Estes Ingredientes


Antes de mais é importante lembrar que todos os ingredientes têm de ser de alta qualidade! Por vezes, quando o sabão não é feito para uso cutâneo mas sim sim para as pragas e lavagem de roupa, há a tentação de utilizar óleos de baixa qualidade. Neste caso, desaconselhamos totalmente, uma vez que o objectivo deste sabão é também nutrir e cuidar das plantas. 

Por outro lado, também queremos frisar que esta fórmula foi calculada com base em óleos puros. Cada óleo tem o seu índice de saponificação, o que significa que, se forem usados óleos duvidosos (ou seja, óleos que não sejam realmente extra virgem), o resultado poderá ser um fiasco.

Se nunca fizeram sabão antes e não estão familiarizados com o processo nem com os termos técnicos que utilizamos neste post, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Vamos então ver cada um dos ingredientes:


  • Óleo de coco extra virgem prensado a frio: o sabão de coco é extremamente eficaz no controlo de pragas da horta (saibam mais no nosso post Calda de Sabão e Óleo Vegetal). Para além disso, o coco é altamente nutritivo e utilizado como adubo orgânico no crescimento e desenvolvimento saudável das plantas.
  • Azeite puro extra virgem: o azeite pode ser simples ou macerado de plantas repelentes de pragas, tais como a hortelã-pimenta, o alecrim, o tomilho etc. Saibam mais sobre macerações no nosso post Como Fazer Uma Maceração e mais sobre as plantas e suas utilizações no nosso livro Os 5 C's das Plantas Aromáticas e Medicinais. A utilização do azeite nesta fórmula tem duas funções. Uma delas é trazer mais propriedades benéficas ao sabão e a outra é obter uma consistência final mais fácil de trabalhar, uma vez que um sabão 100% coco fica muito mais espesso e difícil de quebrar para depois diluir.
  • Hidróxido de Potássio (KOH) com 90% de pureza: o potássio é um dos nutrientes essenciais para a plantas e o sabão de potássio, para além de ajudar a controlar as pragas, vai contribuir para a protecção, nutrição e crescimento das plantas. Tem de ter 90% de pureza para garantir eficácia na reacção de saponificação. 

  • Água destilada ou água da chuva: é usada por ser livre de impurezas, minerais e contaminantes. A água destilada tem de ser usada para garantir que as reacções químicas ocorram conforme o esperado e para garantir a pureza, precisão e consistência do produto final.




Os Materiais


Para fazer este sabão é necessário reunir alguns materiais. Os que marcámos a azul, terão de ficar para uso exclusivo do fabrico de sabão pois, para a segurança alimentar, não se podem usar os mesmos materiais para cozinhar alimentos e para fazer sabão (devido às reacções químicas entre as gorduras e o hidróxido de potássio, também conhecido por potassa cáustica). 


Nenhum dos materiais poder ser de alumínio devido à reacção com o hidróxido de potássio!


Esta lista de materiais está por ordem de utilização durante o fabrico do sabão. 

  • 1 Balança digital de cozinha (tem mesmo de ser digital para uma maior precisão na pesagem dos ingredientes)
  • Panela de aço inox
  • 2 Tigelas para pesar os óleos (aconselhamos a pesar separadamente para o caso de haver erros e ter de retificar as quantidades)
  • 2 Colheres de sopa para ajudar a retirar o óleo de coco do frasco se estiver sólido
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para a água
  • 1 Recipiente de plástico ou vidro para o hidróxido de potássio
  • 1 Base de panela
  • 1 Colher de inox para dissolver o hidróxido na água
  • 1 Espátula de cozinha para raspar as tigelas com os óleos
  • 1 Espátula para mexer a solução da potassa com os óleos
  • 1 Varinha mágica (sim, tem mesmo de ser exclusiva para o fabrico de sabão!)
  • 1 Termómetro digital de cozinha
  • Colher pequena (para ajudar nos testes de pH)
  • 1 Pyrex
  • Fitas de pH
  • 1 Colher grande (para ajudar a transferir o sabão para um recipiente)
  • 1 Recipiente com tampa para guardar o sabão em massa no final
  • 1 Recipiente medidor de água
  • 1 Fervedor de água, que será muito útil na diluição
  • 1 Funil
  • 1 Recipiente para guardar o sabão em estado liquido no final

Estes são os materiais que usamos. Alguns destes materiais são obrigatórios, outros poderão ser adaptados conforme o que tenham em casa. Vejam o nosso vídeo para uma melhor compreensão.


O Equipamento de Segurança


Como sempre, o equipamento de segurança é mais do que obrigatório e aqui ficam todos os elementos necessários:


  • Óculos de protecção
  • Luvas de borracha
  • Máscara facial. As máscaras cirúrgicas (também conhecidas como "máscaras do Covid") não são eficazes para lidar com reacções químicas, pelo que devem ser usadas máscaras mais fechadas.
  • Bata com mangas compridas e sapatos fechados. Toda a pele deve ficar bem protegida.
Vejam todas as advertências sobre a segurança no fabrico de sabão no nosso post Como Fazer Sabão.



Como Fazer Sabão Líquido de Hidróxido de Potássio


Em primeiro lugar há que saber que o resultado nunca é um sabão líquido, mas sim uma massa espessa que só depois de diluída fica em gel ou mesmo líquida conforme o rácio de diluição.

Este sabão é feito pelo Processo a Quente, ou seja, o sabão vai ser cozinhado e não precisará de cura depois de estar feito. Mais uma vez, se não compreendem estes termos, leiam primeiro o nosso post Como Fazer Sabão.


Antes de começarmos o passo-a-passo, recomendamos vivamente a ter um caderno de registos cada vez que fazem o vosso próprio sabão, para que possam apontar (e mais tarde relembrar) todos os detalhes importantes de cada lote de produção. Aqui fica o caderno que usamos e recomendamos a todas as pessoas que fazem sabão em casa, seja para uso pessoal, para oferecer ou para vender:






Vamos então partilhar convosco como fazemos este sabão em casa. Vejam de seguida todos os detalhes:

  1. Começar por pesar a panela de inox vazia (a nossa pesa 374g). Saber o peso da panela vai ser crucial no final de todo o processo;
  2. Pesar os óleos separadamente, cada um na sua tigela;
  3. Pesar a água;
  4. Colocar todo o material de segurança antes de começar a lidar com o hidróxido de potássio;
  5. Pesar o hidróxido de potássio;
  6. Adicionar os óleos à panela (usar a espátula de cozinha para retirar todo o óleo das tigelas, de forma a não haver desperdícios nem grandes diferenças na quantidade dos mesmos);
  7.  Ligar o fogão em lume baixo; (Não é preciso aquecer muito. É mesmo só até o óleo de coco derreter por completo).
  8. Enquanto as gorduras aquecem, deitar o hidróxido sobre a água (nunca o contrário!) e mexer com uma colher de inox;
  9. Após estar dissolvido, adicionar a solução da água às gorduras na panela;
A partir daqui é crucial controlar constantemente a temperatura ao mesmo tempo que se mexe a solução!

    10. Medir a temperatura e mexer a solução com a espátula exclusiva para o fabrico de sabão. A temperatura da solução não deve passar dos 70ºC. Para quem tem um Crockpot (panela que mantém a temperatura) isso não será um problema, mas para quem não tem, como é o nosso caso, é necessário ir pondo e tirando a panela do lume para garantir que não passa dos 70ºC;
     11. Após agitar um pouco a solução com a espátula, usa-se a varinha mágica. Vai-se batendo a solução durante alguns minutos, sempre monitorizando a temperatura, numa combinação de agitação e um pouco de calor do fogão;
     12. Quando a massa ficar demasiado espessa para a varinha mágica, volta-se a usar a espátula. Para nós, a massa levou 8 minutos a chegar a este ponto;
       13. Quando a massa já está bem espessa e começa a deitar um pouco de vapor, desliga-se o fogão e pode-se continuar a cozinhar a massa apenas com o calor da panela;
       14. Assim que a massa chegar ao ponto de ficar parecida com puré de batata, mas bem mais espessa, é provável que esteja pronta. Para isso fazemos o teste de pH;
      15. Para fazer o teste de pH colocar água num pyrex, adicionar apenas um pouco de massa do sabão (para um resultado mais fidedigno, retirar da parte de dentro da massa e não da parte de fora) e mexer bem. Adicionar um pouco de água a ferver, pois ajuda a dissolver melhor o sabão;
        16. Colocar uma tira de pH na água e verificar o resultado. O ideal de pH do sabão é entre os 8 e os 10. A nossa massa tem um pH 8, o que significa que a massa está cozinhada e o sabão está pronto;
         17. Deixar esfriar por completo antes de passar à fase seguinte.



Armazenamento e Diluição


Para armazenar e diluir precisamos de um pouco de matemática, mas nada de muito complicado.

Obtivemos um total de 429g de massa. Como é que sabemos isto? Sabemos porque tirámos a tara da panela ao início (374g) e voltámos a pesar a panela após a massa esfriar (803g).  803-374 = 429g de massa.

Para este post e vídeo, decidimos dividir a massa a meio para podermos mostrar como armazenar e como diluir, tanto para a usar contra as pragas da horta como para a lavandaria caseira. Vamos por partes:

  1. Depois de fria, com a ajuda de uma colher e uma espátula, retirámos sensivelmente metade da massa da panela.
  2. Após esta retirada, a panela ficou a pesar 632g. Então, 632 - 374 = 258g. Esta foi a quantidade que ficou na panela para ser diluída.
  3. 429 - 258 = 171g. Esta foi a quantidade que armazenámos para diluição posterior.


Armazenamento

As 171g para diluição posterior, foram armazenadas num recipiente de plástico com tampa. Pode ser guardado num local fresco à temperatura ambiente.


Diluição Para Lavandaria

As 258g que ficaram na panela foram diluídas para fazer detergente para roupa. 

Agora, como diluir?

O rácio ideal para este efeito é de 1:1,5

Portanto, 1 parte da sabão para 1,5 partes de água (258g x 1,5 = 387g de água).

  1. Pesar 387g de água;
  2. Usar um fervedor para ferver rapidamente a água. A água quente vai ajudar a quebrar e dissolver a massa espessa. Ao ferver, perde-se sempre um pouco de água na evaporação mas, para este efeito, não faz grande diferença;
  3. Adicionar a água a ferver à panela, usar a espátula para quebrar um pouco a massa distribuindo-a melhor pela água e deixar descansar por alguns minutos;
  4. Utilizar a varinha mágica até que fique um líquido homogéneo;
  5. Nesta fase podem ser adicionados óleos essenciais. Nós preferimos usar o detergente neutro;
  6. Deixar esfriar por completo;
  7. Depois de frio, com a ajuda de um funil, verter para um recipiente adequado ao uso na lavandaria.
A utilização deste detergente é igual à dos detergentes convencionais, ou seja, devem ser usadas as doses recomendadas de acordo com a dureza da água.


Diluição Para as Pragas da Horta


As 171g que guardámos para mais tarde, foram diluídas para pulverizar as pragas da horta e do pomar. 

O rácio de diluição para pulverização varia conforme o tipo de sabão, as pragas a combater e o quão atacadas as plantas estão. De forma a obter um líquido pulverizador suave, para plantas pouco atacadas, vamos usar um máximo de 10L de água para diluição. Os 10L facilitam-nos esta tarefa uma vez que temos uma panela de 10L ou podem ser usados 2 garrafões de água de 5L em alternativa. 

Muitos pulverizadores para hortas caseiras também são de 5L, por isso, aconselhamos a fazer as diluições de acordo com estas proporções, mudando apenas a quantidade de sabão de acordo com a severidade do ataque das pragas na horta.

Sendo que este sabão é difícil de quebrar aconselhamos a iniciar a diluição da mesma forma que fizémos para o detergente de lavandaria, ou seja, colocar água a ferver na panela, num rácio de 1:1,5, quebrar e dissolver o sabão e depois então colocar o sabão na panela ou dividir por dois garrafões, enchendo com água até a cima. Assim, obtemos uma calda de sabão!


Como Aplicar na Horta e no Pomar


Transferir a calda para um pulverizador.

A calda só deve ser utilizada se forem observadas pragas. Não deve ser utilizada meramente como método preventivo.

Deve ser aplicada directamente sobre os insectos de corpo mole, tais como pulgões, piolhos, cochonilhas, lagartas, moscas brancas e traças. Não é demais lembrar para terem o cuidado de não pulverizar directamente sobre os insectos benéficos, tais como as joaninhas e a abelhas.

A aplicação pode ser feita entre uma a duas vezes por semana, de manhã cedo ou ao fim do dia. Aplicar nos caules e folhas, não esquecendo a parte de trás das folhas onde há maior concentração de pragas.

Deve-se evitar a aplicação em dias de vento e nas horas de maior calor.



Este post já vai longo e com ele esperamos ter ajudado os nossos leitores! Para uma maior compreensão de todo este processo, vejam agora o nosso vídeo, onde mostramos cada passo detalhadamente.

Um grande abraço e um xi coração para os nossos leitores que nos acompanham nos Açores e em todo o mundo!





















Como Fazer Armadilhas para a Mosca da Fruta | Receitas Caseiras & Naturais

Para proteger a fruta das pragas e obter um maior rendimento com fruta de qualidade é importante proceder à colocação de armadilhas nas árvores. As pragas podem causar lesões nas plantas e são responsáveis pela perda de grande parte da produção. Em casos mais extremos, até da sua perda total. Felizmente, na agricultura biológica existem várias formas de combater as pragas naturalmente. Neste post vamos mostrar como fazemos armadilhas caseiras para combater a mosca da fruta no pomar. No final do post, vejam também o nosso vídeo explicativo com o passo a passo para fazer estas armadilhas.




De Que São Feitas as Armadilhas


As armadilhas para a mosca da fruta consistem na mistura liquida de ingredientes de cheiro doce ou cheiro forte para que as moscas sejam atraídas pelo cheiro do liquido e não pelo cheiro da fruta. As armadilhas podem ser feitas em casa, com recurso a ingredientes naturais, o que as torna uma forma simples e económica de combater as pragas. 

Alguns exemplos de atractivos são:

  • Sumo de fruta (quanto mais madura melhor);
  • Sumo de fruta podre (pode ser da própria árvore ou outras frutas), ou seja, fruta que caiu e apodreceu ou que foi atacada por insectos e já não pode ser consumida;
  • Vinagre;
  • Água com açúcar;
  • Água de cozedura de bacalhau ou outros peixes.

As armadilhas podem ser colocadas em garrafas próprias para o efeito, as quais podem ser compradas em lojas de jardinagem, ou podem ser usadas garrafas de plástico. Esta é também uma excelente forma de reutilização destas garrafas. Ambos os tipos de garrafa possuem orifícios que permitem a entrada dos insectos. Estas garrafas são depois penduradas nas árvores para capturar os bichos que atacam a fruta.



Quando Usar as Armadilhas


Estas armadilhas devem ser colocadas quando os frutos estão em fase de amadurecimento e começam a libertar o seu cheiro doce que atrai a mosca da fruta e outros insectos. 

Existem muitas receitas possíveis e neste post vamos partilhar as duas que habitualmente fazemos cá em casa.



Como Fazer


Parte I - Preparação das Garrafas


Começamos por preparar as garrafas. Para estas armadilhas usamos garrafas PET de 1.5L.


  1. Começamos por colocar uma fita adesiva amarela próximo do topo da garrafa. Este passo é facultativo mas é útil, pois a cor amarela ajuda a atrair os insectos;
  2. A baixo desta fita abrimos quatro buracos com aproximadamente 1cm de diâmetro. Para esta tarefa usamos um berbequim, mas pode também ser usado um ferro quente;
  3. Para pendurar a garrafa na árvore, abrimos mais dois buracos junto à boca da garrafa, por onde passamos depois um cordel. Há quem use arame, mas nós preferimos usar cordel, pois o arame pode abrir feridas na casca da árvore, por exemplo se o pomar se situar numa região ventosa e a garrafa for constantemente sacudida pelo vento. 


Assim, as garrafas estão prontas para receber o liquido atractivo de insectos. 


Parte II - Preparação do Líquido


Passamos então às receitas de líquidos atractivos. 


Receita 1 (Feita com fruta da própria árvore)


  1. Começamos por extrair o equivalente a 250ml de sumo de fruta;
  2. Num recipiente juntamos 200ml de água + 50g de açúcar + os 250ml do sumo da fruta + 4 colheres de sopa vinagre;
  3. Misturamos tudo;
  4. Com a ajuda de um funil vertemos para a garrafa.



Receita 2 (Feita com banana)


  1. Num copo misturador, começamos por triturar uma banana grande ou duas médias. Podem ser trituradas com ou sem casca;
  2. Ao copo misturador adicionamos 200ml de água + 50g de açúcar + 4 colheres de sopa de vinagre;
  3. Misturamos tudo;
  4. Vertemos para dentro da garrafa.



A quantidade de liquido não deve exceder 1/4 do espaço da garrafa. Cada uma destas receitas tem as quantidades suficientes para uma garrafa apenas. Quem quiser preparar duas garrafas de uma só vez deverá duplicar as quantidades. 



Como Funcionam as Armadilhas


As moscas e outros insectos são atraídos tanto pelo cheiro da garrafa como pela cor amarela. Entram pelos buracos e já não conseguem sair. Assim, acabam por afogar-se no liquido.




Como Usar as Armadilhas


As garrafas devem ser penduradas:


  • A pelo menos 1,5m de altura. Também depende da altura da árvore, pois as armadilhas devem ficar mais ou menos à altura da maioria dos frutos, ou seja, devem ficar altas o suficiente para capturar os insectos;
  • Viradas a sul (para quem mora no hemisfério norte). Ao ficar exposto ao calor o liquido das garrafas apodrece mais rapidamente e o cheiro torna-se ainda mais forte e mais atractivo;
  • Trocadas semanalmente. É importante vigiar as armadilhas, pois o ao longo do tempo o volume do liquido, bem como a sua eficiência, diminuem e tornam-se menos atractivos, necessitando ser trocados por liquido novo.


Quanto à quantidade de garrafas a colocar, depende de factores tais como o tamanho e configuração do pomar. Há quem coloque apenas uma ou duas armadilhas por hectare. Há quem coloque uma armadilha a cada determinado número de árvores. Nós gostamos de colocar uma armadilha por árvore, uma vez que o nosso pomar é pequeno e as árvores ficam mais protegidas. Também de salientar que estas armadilhas que fazemos não cheiram mal a grandes distâncias para não incomodar os vizinhos. Quem fizer armadilhas demasiado mal cheirosas pode colocar menos armadilhas no pomar.

Uma semana após a colocação já é bem visível a quantidade de bichos apanhados na armadilha.


É desta forma que conseguimos manter a nossa fruta de pomar saudável e saborosa!


Para uma melhor compreensão de todos estes passos, vejam agora o nosso vídeo explicativo e se ainda não subscreveram o nosso canal do Youtube, aproveitem a oportunidade para o fazer, caso não queiram perder nenhum dos nossos vídeos.

Esperamos que vos seja útil.

Um xi coração dos hortelões!


Como Fazer Armadilhas para a Mosca da Fruta | Receitas Caseiras & Naturais




















Calda de Sabão e Óleo Vegetal - Insecticida Natural - Controlo de Pragas da Horta e do Pomar

Um dos princípios da agricultura biológica no combate ás pragas é deixar que a luta biológica aconteça. Esta consiste em deixar que os insectos benéficos ataquem os insectos que prejudicam as plantas, como por exemplo as joaninhas comerem os pulgões. No entanto, nem sempre esta luta biológica é suficiente para proteger as culturas. Assim, torna-se necessário usar produtos naturais para combater as pragas. 

Felizmente, existem muitas receitas caseiras de produtos naturais. Vejam também aqui no blog as receitas da Calda de Cebola e Calda de Sabão de Coco. Neste post vamos falar especificamente sobre a Calda de Sabão e Óleo Vegetal que pode facilmente ser feita em casa para depois aplicar na horta, no jardim, no pomar e também nas plantas de interior. Vejam, no final do post, o nosso video explicativo onde mostramos como fazer esta calda passo a passo.




Benefícios da Calda de Sabão e Óleo Vegetal


Há muito que a calda de sabão e óleo vegetal é usada no combate ás pragas devido aos seus benefícios:

  • É fácil de fazer em casa;
  • O custo para fazer esta calda é muito baixo;
  • É muito eficaz no combate ás pragas;
  • É natural e amiga do ambiente.



Receita


Para fazer esta calda, nós usamos sabão 100% coco sem sobre-engorduramento, por ser altamente  eficaz no combate às pragas. Vejam neste post como fazer este sabão em casa. Caso não queiram usar este sabão, poderão fazer a mesma receita com sabão azul e branco. 


Ingredientes

  • 10 L de água (pode ser da torneira ou da chuva);
  • 200g de sabão 100% coco sem sobre-engorduramento;
  • 100ml de óleo vegetal (nós usamos azeite, mas pode ser outro óleo. O de girassol também funciona muito bem).


Materiais Necessários

  • 1 panela grande com capacidade para 10L
  • 1 colher de pau grande
  • 1 ralador 
  • 1 funil
  • 1 jarro (para ajudar a verter a calda)


Como Fazer

  1. Ralar o sabão;
  2. Numa panela, em lume brando, colocar as raspas do sabão em 5L de água e mexer até o sabão ficar bem diluido;
  3. Aos poucos, acrescentar o óleo vegetal, mexendo constantemente;
  4. Adicionar faseadamente os outros 5L de água, continuando sempre a mexer a calda;
  5. Desligar o lume e deixar arrefecer;
  6. Com a ajuda de um funil e um jarro, verter a calda para dentro do/s recipiente/s onde ficará armazenada;
  7. Colocar um rótulo com o nome e a data em que a calda foi feita. Pode ser usada até 2 anos.



Como Aplicar


  1. Antes de colocar a dose necessária no pulverizador deve-se agitar/mexer a calda, uma vez que o óleo vem sempre à tona da água;
  2. A calda de sabão e óleo vegetal deve ser usada como insecticida e não como repelente. Não deve ser pulverizada sobre as plantas se não houver pragas. Esta calda deve ser aplicada directamente sobre os insectos de corpo mole, tais como pulgões, piolhos, cochonilhas, traças e moscas brancas. O sabão e o óleo danificam a camada cerosa que os protege, asfixiando-os e secando as suas vias respiratórias;
  3. O uso excessivo pode danificar as plantas, uma vez que o óleo pode bloquear os poros da respiração vegetal. A aplicação deve ser feita entre uma a duas vezes por semana;
  4. A pulverização deve ser sempre feita de manhã cedo ou à noitinha para evitar as horas de maior calor. É também importante evitar a pulverização em dias de muito vento, de modo a evitar o desperdício de calda e a garantir uma boa aplicação sobre os insectos.



VIDEO - Calda de Sabão e Óleo Vegetal - Insecticida Natural - Controlo de Pragas da Horta e do Pomar

















Tomilho - Do Cultivo à Colheita

Hoje vamos falar sobre o cultivo do tomilho. Existem mais de 300 espécies do género Thymus e, neste post, vamos mostrar como cultivar a espécie Thymus vulgaris, o tomilho comum. Vejam o nosso infográfico onde compilamos toda a informação sobre o cultivo e, no final do post, o nosso vídeo explicativo onde mostramos todas as fases de desenvolvimento da planta, desde a sementeira à colheita e secagem das folhas. 




O tomilho é cultivado desde a antiguidade pelas suas propriedades antissépticas, expectorantes, antiespasmódicas, anti-inflamatórias, tónicas e vermífugas. É, hoje em dia, muito utilizado como condimento, chá e óleo essencial. Para que este post não fique longo, falaremos detalhadamente sobre as propriedades do tomilho noutro post e vamos agora concentrar-nos nos métodos de cultivo. 



O tomilho é uma planta óptima para quem tem pouco espaço. É de fácil cultivo tanto dentro como fora de casa e é uma planta à qual não são conhecidos problemas com pragas, sendo que ajuda a repelir insectos.

Vejam no infográfico a ficha técnica do cultivo do tomilho.


Tomilho - Do Cultivo à Colheita de Blog da Horta Biológica


É, realmente uma planta de cultivo fácil. Vejam agora o nosso vídeo e, se ainda não subscreveram o nosso canal, aproveitem a oportunidade para fazê-lo se não quiserem perder nenhum dos nossos vídeos!


VIDEO: Tomilho - Do Cultivo à Colheita
















Como Fazer a Poda Verde - Guia Simples e Prático Para a Poda de Verão

Neste post vamos falar sobre a poda verde nas árvores de fruto. As árvores que podámos para este post foram árvores de citrinos. Os princípios da poda verde são os mesmos para todas as árvores, mas é importante saber que as árvores de citrinos requerem menos poda do que as outras árvores. Se forem demasiado podadas, demorarão muito tempo a recuperar e a voltar a frutificar. As árvores de citrinos são perenes, ou seja, não perdem a folha, por isso não têm realmente um período de dormência. O período ideal para podar as árvores de citrinos será entre a colheita dos frutos e a nova floração, o que acontece durante a primavera. Ainda assim, pode ser feita a poda verde ou poda de verão. Embora existam vários tipos de poda, dos quais falaremos noutro post, a poda verde tem de ser muito leve, apenas para fazer uma pequena limpeza. Quer as árvores sejam jovens ou amadurecidas, é necessário vigiá-las para que se mantenham saudáveis e produtivas.

Criámos este guia de poda verde para que possam podar as vossas árvores de forma cuidada e segura. Para uma melhor compreensão, vejam também o nosso video explicativo no final do post.






Quando Fazer a Poda Verde?


Embora já tenhamos mencionado que a poda verde é feita no verão, existe outra curiosidade. Algumas pessoas organizam as suas tarefas agrícolas com base nas fases da lua. Este é um costume ancestral. Habitualmente, nós não o fazemos, com excepção das podas. Durante o quarto minguante, há baixo fluxo de seiva, por isso há menos probabilidade de as árvores libertarem seiva após o corte. Deve-se evitar fazer a poda em dias chuvosos, assim como nas primeiras horas da manhã antes de ter dissipado o orvalho, a fim de evitar acumulação de água nos cortes efectuados, o que poderia causar o aparecimento de fungos.



O Que Usar Para O Corte?


Num trabalho de poda, dependendo da grossura e altura dos ramos, poderão ser necessárias as seguintes ferramentas:

  • Tesoura de poda
  • Tesourão de poda / corta-ramos
  • Serrote de poda
  • Vara de poda para as árvores altas
  • Motosserra ou serra sabre para ramos mais grossos
Tendo em conta que esta é uma poda leve, poderá ser necessário apenas as tesouras de poda e, eventualmente, o serrote.

Deixamos aqui alguns links onde podem ver o material caso tenham dúvidas acerca do que se trata.



Tesoura
Corta-ramos
Serrote
Vara
Motosserra
Serra Sabre
















Outros Materiais Importantes

  • Luvas de jardinagem
  • Álcool etílico e um pano para desinfecção do material
O material de poda deve ser sempre bem afiado e desinfectado antes da utilização em cada árvore, a fim de evitar que uma árvore doente passe doenças e pragas para outras árvores saudáveis.


O Que Cortar?


É sempre importante lembrar que a poda verde não se trata de uma grande poda, mas apenas de uma pequena limpeza da árvore. Antes de iniciar os cortes deve-se examinar a árvore a fim de identificar:

  • Ramos que crescem para dentro da copa
  • Ramos que se cruzam
  • Ramos secos, danificados ou doentes
  • Ramos ladrões originários do enxerto e do porta-enxerto
  • Ramos que estão demasiado compridos e queremos encurtar


Porque Cortar?


Ramos que crescem para dentro da copa têm de ser cortados para abrir o centro da árvore. Excesso de ramos faz com que todos os ramos no geral fiquem mais enfraquecidos. Ao escolher os melhores e cortar os mais fracos, os ramos ficarão mais fortes para suportar o peso dos frutos. Por outro lado, também se cria mais espaço para melhor circulação de ar, para que a luz solar alcance todos os frutos e para ter mais fácil acesso ao interior da copa caso venha a ser necessário pulverizar a árvore contra pragas e doenças. No entanto, uma copa arejada e com luz,  por si só, ajuda muito a evitar a formação de fungos e, consequentemente, a diminuir a necessidade de pulverização. Na poda verde, cortar os ramos que crescem para o interior também permite definir e balancear a forma da copa ao longo do tempo. É importante lembrar que os ramos horizontais são mais produtivos, por isso deve-se cortar os ramos verticais.

Ramos que se cruzam competem entre si e prejudicam tanto o crescimento como a frutificação um do outro. Deve-se cortar os que estiverem a crescer em direcção ao centro da copa e favorecer os que estiverem a crescer para fora, pois contribuirão para a formação da copa e serão mais produtivos, uma vez que os frutos terão melhor exposição solar.

Ramos secos, danificados ou doentes também são inúteis. Ramos danificados podem ser uma porta de entrada para pragas e doenças, por isso devem ser cortados imediatamente.

Ramos ladrões são ramos vegetativos, muito vigorosos, verticais, pouco ramificados e podem brotar tanto do enxerto como do porta-enxerto.

  • Ramos ladrões originários do enxerto, ou seja, do tronco são inúteis e prejudicam o crescimento da árvore. A árvore precisa apenas de um tronco forte e estes rebentos consomem nutrientes, reduzindo a produtividade dos ramos.
  • Ramos ladrões originários do porta-enxerto são também conhecidos como brotos basais. Tal como os rebentos originários do tronco, estes reduzem o rendimento dos ramos da copa. Eles crescem extremamente rápido e roubam os nutrientes que deveriam ser consumidos pelo tronco da árvore.

Ramos demasiado compridos tornam-se mais fracos e correm o risco de quebrar ao suportar o peso dos frutos. Cortar estes ramos torna-os mais fortes ao mesmo tempo que permite definir os contornos da copa.




Como Cortar?


Ramos ladrões podem ser removidos cuidadosamente à mão se ainda forem pequenos e formados recentemente ou então cortados com a tesoura de poda se já estiverem lenhosos. 

Os outros ramos têm de ser cortados no pescoço do ramo (também chamado de colar do ramo), ou seja, a área inchada onde o ramo de une ao tronco. Esta é uma área favorável à cicatrização. Se for cortado correctamente e o pescoço do ramo ficar intacto a ferida irá selar mais facilmente, o que também é crucial para proteger a árvore contra pragas e doenças.

Também é usual encontrar galhos saudáveis e galhos secos no mesmo ramo. Neste caso, corta-se o galho seco onde ele começa, ou seja, na inserção com o ramo. 

O corte ideal deve ser preciso e realizado de uma só vez, sempre que possível com uma inclinação de aproximadamente 45º, o que evita a acumulação de água que pode causar o apodrecimento do ramo e o aparecimento de fungos.

Após a poda deve-se aplicar uma pasta selante nos cortes para que cicatrizem mais rapidamente e não fiquem expostos aos elementos que podem originar doenças. A pasta deve ser aplicada por cima e à volta para cobrir toda a área do corte.

No nosso video poderão ver, na prática, como se procede aos cortes e qual a quantidade de ramos que foi retirada de uma só árvore.

O verão está aí, por isso...mãos à obra! :)



VIDEO - Como Fazer a Poda Verde










Calda de Cebola - Repelente Natural Contra Pragas

No nosso percurso já longo na agricultura biológica, uma das nossas prioridades sempre foi a protecção natural das plantas, sem usar produtos nocivos para o meio ambiente. Felizmente, existem muitas formas de combater as pragas usando ingredientes totalmente naturais. Neste post vamos mostrar como fazer um spray de cebola para pulverizar as plantas, seja na horta ou nos vasos. Vejam, no final do post, o nosso video que mostra o passo-a-passo para fazer esta calda.




A cebola tem excelentes propriedades para repelir as pragas da horta, para além de ser fonte de macro e micronutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas. A calda de cebola repele os insectos e previne o aparecimento de fungos, com a vantagem de não afastar as abelhas que são tão importantes para todo o ecossistema. Esta calda é especialmente indicada contra pulgões, cochonilhas, lagartas e para o oídio. 


Como Fazer?


A calda de cebola não é mais do que uma simples infusão de cascas de cebola em água. Vamos ver como fazer:

  1. Numa panela, colocar cascas de 3 cebolas grandes. Também podem ser adicionadas cascas de alho mas a cebola, por si só, faz um repelente bastante eficaz;
  2. Adicionar à panela 1L de água;
  3. Ferver entre 3 a 5 minutos;
  4. Desligar o lume, deixar arrefecer e coar;
As cascas de cebola podem ser colocadas no pé das plantas como fertilizante natural.
A calda pode ser guardada à temperatura ambiente sem necessitar de frio. 



Como Utilizar?


A calda de cebola é muito concentrada, por isso deve ser diluída.

Para plantas muito atacadas - 1 copo de calda de cebola para 2 copos de água. Aplicar directamente sobre os insectos.

Para prevenção - 1 copo de calda de cebola para 4 copos de água. Aplicar nas folhas e caules.

A pulverização deve ser feita de manhã cedo ou ao final do dia para evitar as horas de maior calor. 

Pulverizar 1 a 2 vezes por semana, conforme necessário.


É tão simples que não há desculpa para não fazer! Cuidem das vossas plantas de forma natural. É simples, é económico e é saudável para o ambiente e para todos nós que fazemos parte dele.


VIDEO - Calda de Cebola









Consociação De Culturas Na Agricultura Biológica

O mês de Maio é época de muitas tarefas agrícolas, desde a semeadura à colheita e à protecção das culturas contra pragas e doenças. Precisamente para afastar as pragas e evitar possíveis doenças, hoje falamos de consociação de culturas na horta. 



A consociação de culturas é um dos princípios da agricultura biológica e é praticada por várias razões. Vejamos quais são:

  • O espaço de cultivo deve ter culturas diversificadas de modo a garantir uma produção variada, o que contribui para o enriquecimento da matéria orgânica no solo;
  • A diversidade de culturas atrai auxiliares da horta (insectos e outros bichinhos) que contribuem para evitar a utilização de pesticidas, obtendo assim alimentos de alto valor nutritivo;
  • Para além de promover a biodiversidade, a consociação de culturas evita o esgotamento do solo, o que sucede frequentemente nos campos de monocultura;
  • Algumas plantas beneficiam-se mutuamente através da sua proximidade, em alguns casos devido à utilização diversificada dos recursos do solo sem que se verifique competição entre as mesmas, noutros casos devido ao efeito repelente de pragas através dos cheiros e substâncias que produzem.




Apesar de a consociação de culturas ter todos estes benefícios, é muito importante saber que culturas beneficiam da companhia umas das outras e quais devem ser cultivadas à distância. Vejam, na nossa tabela, as consociações favoráveis e desfavoráveis para que possam organizar melhor a vossa horta.




Existem também algumas plantas que, de um modo geral, protegem a horta e é boa ideia cultivá-las na bordadura dos canteiros. Aqui deixamos alguns exemplos:

Alfazema - Repele várias pragas.
Alho - Repele afídios e previne o ataque de fungos.
Arruda - Repele gatos e formigas.
Calêndula - Afasta grande parte das pragas da horta.
Capuchinha - Funciona como armadilha de pragas da horta e do pomar. 
Coentro - Afasta ácaros e pulgões.
Erva-cidreira - Repele vários insectos.
Manjericão - Repele vários insectos. 
Poejo - Afasta ratos e formigas. 
Sálvia - Repele várias pragas.
Segurelha - Repele várias pragas. 


Com estas informações preciosas esperamos que consigam proteger as vossas culturas da forma mais natural possível, tendo em conta o ambiente e saúde.

Bons cultivos!